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Lusomundo investe mais de 2 ME em cinemas em Moçambique

Foi inaugurado um complexo de três salas de cinema na Matola, cidade-satélite de Maputo
21 de Março de 2015 às 20:53
A estreia foi feita com a projeção do filme "A Montanha Misteriosa", do moçambicano Júlio Silva
A estreia foi feita com a projeção do filme 'A Montanha Misteriosa', do moçambicano Júlio Silva FOTO: João Vasco
A Lusomundo inaugurou este sábado formalmente um complexo de três salas de cinema na Matola, cidade-satélite de Maputo, um investimento de 2,3 milhões de euros num espaço com a mesma ambição de qualidade que a empresa exige em Portugal.

"Estas salas, especialmente a três, com capacidade para 370 pessoas, poderia estar no top 10 das melhores de Portugal ou até da Europa", disse à Lusa Luís Mota, administrador da Lusomundo, detida pelo grupo Nos, à margem da inauguração, marcada pela projeção do filme "A Montanha Misteriosa", do moçambicano Júlio Silva.

Embora a exibição de filmes tenha começado no final de julho, apenas foi inaugurado este sábado o complexo de cinemas da Lusomundo no Parque dos Poetas, na Matola, na presença do ministro da Cultura e Turismo moçambicano, Silva Dunduro, do embaixador de Portugal em Moçambique, José Augusto Duarte, e autoridades provinciais de Maputo.

O novo complexo, construído de raiz, segue-se a outras salas que a Lusomundo já possui no centro de Maputo e que, segundo Luís Mota, mantêm taxas de ocupação de 90% aos fins de semana - com "As Cinquenta Sombras de Grey" chegaram aos 100% -, acima dos picos de 80% aos domingos no novo empreendimento na Matola.

Um ingresso para o novo cinema da Matola custa 225 meticais (seis euros), num país em que o salário mínimo ronda os cem euros e mais de metade da população subsiste abaixo da linha de pobreza.

"O preço é acessível face à proposta de entretenimento que fazemos. Comparado com um café [pouco mais de um euro], achamos muito barato por duas horas e meia de filme", comentou Luís Mota, acrescentando que a empresa espera um retorno do investimento em quatro anos, dependendo do ritmo de crescimento do município da Matola.

O mercado local, segundo o administrador, "é muito parecido com o português e os espetadores selecionam os filmes pela qualidade", observando que os moçambicanos "gostam muito do formato 3D e de filmes de ação".


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