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Marcelo diz ser um dever eliminar o Daesh

Presidente da República pediu na ONU que seja reconhecido o estado Palestiniano.
Lusa 20 de Setembro de 2016 às 23:47
Marcelo Rebelo de Sousa discursou na 71.ª Assembleia Geral da ONU
Marcelo Rebelo de Sousa discursou na 71.ª Assembleia Geral da ONU FOTO: Nuno Veiga/Lusa

O Presidente português pediu esta terça-feira uma solução para o conflito israelo-palestiniano que consagre um Estado da Palestina soberano e defendeu que a comunidade internacional tem o dever de eliminar o Daesh, sob mandato das Nações Unidas.

Na sua intervenção na 71.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, Marcelo Rebelo de Sousa apelou também ao diálogo entre Timor-Leste e Austrália sobre a definição da sua fronteira marítima e condenou as ameaças à segurança na Península Coreana.

Sobre o conflito israelo-palestiniano, o chefe de Estado português lamentou que a paz continue adiada. "Por isso mesmo, quero aqui reafirmar o pleno apoio de Portugal aos esforços internacionais para a retoma do processo negocial", disse.

"Esperamos uma solução sustentável para o conflito, com base nas resoluções das Nações Unidas, que consagre um Estado palestiniano soberano, independente e viável, vivendo lado a lado com o Estado de Israel, cujas legítimas aspirações de segurança têm de ser garantidas", acrescentou.

A 12 de maio, durante uma audiência no Palácio de Belém, o grupo de embaixadores dos países árabes em Lisboa manifestou ao Presidente da República a esperança de que durante o seu mandato Portugal reconheça o Estado da Palestina como independente e soberano.

No final de 2014, o parlamento português aprovou uma recomendação ao Governo nesse sentido, que prevê que esse reconhecimento seja feito em articulação com a União Europeia.

No seu discurso de hoje nas Nações Unidas, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se em particular ao grupo extremista Estado Islâmico, também chamado de Daesh, e ao terrorismo em geral, afirmando que "não pode ser tolerado".

"A comunidade internacional, sob mandato das Nações Unidas, tem o direito legal e o dever moral de pôr fim a este flagelo, designadamente ao Daesh", defendeu.

O Presidente da República recordou atentados ocorridos na Bélgica, na Somália ou no Paquistão e disse que o terrorismo "é contra todos os que subscrevem os princípios e os valores da Carta das Nações Unidas" e "contra a humanidade inteira".

"Não cederemos ao medo nem abdicaremos dos nossos valores e princípios, nomeadamente na defesa dos direitos humanos. É através dos valores da paz, da tolerância, dignidade humana, da solidariedade que combateremos a radicalização e extremismo violento, bem como a xenofobia e o populismo demagógico que também ameaçam as nossas sociedades", afirmou.

Quanto à definição da fronteira marítima entre Timor-Leste e a Austrália, o Presidente da República referiu que Portugal tem "excelentes relações" com os dois países e fez "um apelo ao diálogo bilateral".

Sobre a situação na Coreia do Norte, declarou: "Estamos também muito preocupados com a recente escalada de ameaças à segurança e à estabilidade na Península Coreana, que condenamos, e apelamos para que se retome a colaboração com os esforços dos vizinhos e da comunidade internacional visando a cessação do programa nuclear".

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