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Marcelo volta a dizer que País "não vai voltar atrás" no desconfinamento

Presidente da República falava na Feira da agricultura, em Santarém, e afastou hipóteses de o País voltar a confinar devido à Covid-19.
Correio da Manhã e Lusa 13 de Junho de 2021 às 13:25
Marcelo volta a dizer que País 'não vai voltar atrás' no desconfinamento
Marcelo volta a dizer que País 'não vai voltar atrás' no desconfinamento FOTO: Lusa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse este domingo que o País não vai voltar atrás, isto é, que o confinamento em Portugal não vai regressar.

"Já não voltamos para trás. Comigo não vai haver retrocesso".

Marcelo falava na Feira da agricultura, em Santarém, e afastou hipóteses de o País voltar a confinar devido à Covid-19.

Para o chefe de estado, a vacinação permite o avanço.

O chefe de Estado defendeu que "o não voltar atrás exige às pessoas viverem à medida disso", que, se querem que não se volte atrás, "têm que ter bom senso no respeito das regras sanitárias", que aos eleitos para governar cabe decidir e aos especialistas "chamar a atenção para o juízo que as pessoas devem ter".

"A função dos especialistas é dizer 'não se esqueçam' e pregar um certo susto" para que as pessoas, sobretudo os mais jovens e os que ainda não são vacinados, saibam que devem ajudar, disse Marcelo Rebelo de Sousa, frisando que a vacinação já permite "dizer que aquilo que arrancou na economia e na sociedade vai em frente e já não volta atrás".

Acompanhado pela ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que a agricultura foi um setor que "nunca parou" na pandemia de covid-19, e deu o exemplo da Feira Nacional da Agricultura como exemplo que o país "virou a página" no desconfinamento.

Para o Presidente, esta feira corresponde ao que declarou no seu discurso do 10 de junho, de que o país "virou a página" e está agora "num novo ciclo".

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o país tem já "mais de 6 milhões e meio de vacinados", a que se juntam os que foram infetados e estão imunizados e as previsões de vacinação nos próximos dois meses, atingindo "uma percentagem muito significativa da população".

"O que justifica certas precauções sanitárias é o número de mortos, em primeiro lugar. Depois, não haver um stresse insuportável no Serviço Nacional de Saúde", disse, sublinhando existirem, no prato da balança, "outras coisas que pesam", como "a vida das pessoas na economia", a sobrevivência das empresas e dos trabalhadores.

Nesse "pesar", as pessoas "podem ajudar não cometendo loucuras", afirmou, salientando que a vacinação permite ao país "ir avançando".

Na visita à Feira da Agricultura, que se prolongará pela tarde, o Presidente elogiou o facto de a agricultura nunca ter parado ao longo de mais de um ano de medidas restritivas devido à pandemia da covid-19, o que disse ser "excecional".

Apontou ainda a capacidade do setor de se renovar e de investir "com muito pouco meios", mesmo que tenham vindo a crescer os apoios e que os fundos previstos possam permitir "dar passos importantes" para o futuro.

Para o Presidente, "a agricultura é essencial" e "só uma visão completamente absurda do país entende que (...) está condenada".

Como exemplos referiu o crescimento "impressionante" das exportações do setor e a presença de numerosos produtores na Feira Nacional da Agricultura, mostrando que "apostam no futuro".

Questionado sobre a importância dos fundos europeus para o setor, Marcelo Rebelo de Sousa confessou que não gosta "da expressão bazuca, porque as pessoas acham que a bazuca faz tudo de um só tiro e ninguém tem de fazer nada", e lembrou que, além das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, existem outros fundos "mais volumosos" que, ao longo de sete anos, irão complementar aqueles.

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