Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
5

"Marcha de todas as cores" em defesa da escola pública

CDS recusa participar.
Lusa 18 de Junho de 2016 às 05:35
Professores durante a manifestação em defesa da escola pública, na Praça 8 de maio, em Coimbra
Professores durante a manifestação em defesa da escola pública, na Praça 8 de maio, em Coimbra FOTO: Paulo Novais/Lusa

Milhares de pessoas são esperadas este sábado, no Marquês de Pombal, em Lisboa, pela Federação Nacional dos Professores, no arranque da Marcha em Defesa da Escola Pública, que a organização quer como "marcha da diversidade" e de "todas as cores".

"É uma marcha da diversidade. Não é uma marcha de uma cor só, é uma marcha de todas as cores, é uma marcha da diversidade e da democracia e, quando assim é, acho que vai ser uma festa em torno da escola pública, que bem merece que as pessoas a saúdem e que a defendam", afirmou à Lusa o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira.

A iniciativa, que tem na Fenprof um dos principais promotores e organizadores, foi convocada no final de maio, numa altura em que os colégios privados, com contrato de associação, se desdobravam em ações diárias para contestar a anunciada redução do número de turmas financiadas pelo Estado em estabelecimentos particulares, já a partir do próximo ano letivo.

Mário Nogueira sublinhou, no entanto, que esta "não é uma marcha contra ninguém, nem contra o ensino particular e cooperativo".

"É, pois, em defesa da escola pública de matriz democrática (de qualidade, para todos, inclusiva e gratuita) que muitos milhares de portugueses e portuguesas desfilarão [...] em Lisboa, unindo as suas vozes num só clamor", lê-se num comunicado divulgado pelos promotores da iniciativa.

A petição a pedir a defesa da escola pública, que a Fenprof entregou na Assembleia da República, e que teve entre os primeiros subscritores nomes como os músicos Sérgio Godinho, Fausto e Pedro Abrunhosa, o poeta Manuel Alegre, a autarca Helena Roseta, a historiadora Raquel Varela ou o catedrático Santana Castilho, reuniu mais de 71 mil assinaturas.

A Fenprof não quer, no entanto, comprometer-se com números sobre as expectativas de participação na marcha de hoje.

Há três comboios especiais organizados para trazer manifestantes do norte do país, e estão programados vários autocarros a partir de todas as capitais de distrito em direção a Lisboa.

CDS-PP não vai à Marcha

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou que o partido não vai participar na Marcha em Defesa da Escola Pública porque se recusa a estar ao lado da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

"Só não vamos à manifestação sobre a escola pública porque nos recusamos a estar ao lado da Fenprof porque é a maior destruidora da escola pública que nós conhecemos. Essa é a única razão pela qual não vamos", disse na sexta-feira à noite, durante a cerimónia de tomada de posse da Comissão Política Concelhia do CDS-PP do Porto.

A líder centrista salientou que o CDS-PP defende todos os tipos de escola, mas não aceita estar ao lado do secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, porque "o que quer é simplesmente manter o seu poder sindical e o seu poder reivindicativo".

Durante o seu discurso, Assunção Cristas frisou que o partido defende uma escola de qualidade e para todos, seja ela de setor público, privado ou cooperativo.

"Defendemos uma escola de qualidade para todos", vincou.

A marcha tem início pelas 14h30, com uma concentração no Marquês de Pombal, onde a organização prevê ter algumas intervenções públicas, entre as quais a da ex-secretária de Estado Ana Benavente, e do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos. O desfile segue depois pela Avenida da Liberdade até terminar no Rossio.

Marquês de Pombal Lisboa Federação Nacional dos Professores Marcha Escola Pública
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)