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Centeno evita falar de acordo escrito com presidente da CGD

Ministro não quis dizer se combinou com administração a não revelação de rendimentos.
Lusa 18 de Novembro de 2016 às 15:50
Mário Centeno recusa esclarecer se houve ou não acordo escrito sobre não obrigatoriedade de administração da Caixa apresentar rendimentos
Mário Centeno recusa esclarecer se houve ou não acordo escrito sobre não obrigatoriedade de administração da Caixa apresentar rendimentos FOTO: Tiago Petinga

O ministro das Finanças, Mário Centeno, foi esta sexta-feira evasivo quando questionado sobre a existência de um eventual acordo por escrito entre o Governo e o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) sobre declarações de rendimentos.

Questionado pelos jornalistas durante uma conferência conjunta com o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, o ministro das Finanças afirmou que "o único compromisso" do Governo em relação à Caixa Geral de Depósitos em Portugal "é o de que se manterá um banco público, capitalizado de maneira a poder desempenhar o papel que tem de desempenhar no sistema financeiro e na economia portuguesa e um banco que seja competitivo".

"Esse é o compromisso, foi assumido de forma muito explícita interna e externamente. É esse o único compromisso que temos neste momento assumido em relação à Caixa Geral de Depósitos", disse Mário Centeno.

A questão da existência de um eventual acordo por escrito entre o Governo e o presidente da CGD sobre as declarações de rendimentos foi hoje levantada pelo PSD, que instou o Governo a desmentir a existência desse mesmo acordo.

O chefe da bancada do PSD falava hoje no parlamento na sequência de declarações do comentador António Lobo Xavier, que, na quinta-feira à noite no programa "Quadratura do Círculo" - na SIC Notícias -, declarou haver um compromisso por escrito entre o Governo e António Domingues, presidente da Caixa, em torno, nomeadamente, da não apresentação das declarações de património e rendimentos dos gestores, motivo de polémica nas últimas semanas.

Mário Centeno foi questionado três vezes sobre o assunto e na última resposta, entre destacar o crescimento da economia portuguesa, o aumento do emprego e a redução da taxa de desemprego, o diálogo construtivo com a Comissão Europeia, em particular com a Direção Geral da Concorrência, e outras "boas notícias para Portugal", disse: "Os acordos que o Governo faz com as instituições internacionais e internamente são refletidos nas decisões que o Governo toma e as alterações legislativas que foram tomadas refletem plenamente os acordos que foram feitos".

Mário Centeno afirmou também que todos os atores envolvidos no processo da CGD, como a Comissão Europeia, todas as instituições e reguladores financeiros, a sua administração e o Governo português, "estão comprometidos com o objetivo último" de o banco "desempenhar um papel muito relevante na economia portuguesa".

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