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Correio da Manhã

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Médico com arsenal nega intenções criminosas

O médico acusado de ter um arsenal em casa começou esta segunda-feira a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no Porto, tendo negado ter intenções criminosas. Segundo Marcos Macedo Pinto, as armas de guerra que guardava em casa pertenciam à sua “colecção pessoal”.
21 de Abril de 2008 às 19:39

Formalmente acusado de três crimes de detenção de arma ilegal, o clínico e administrador de empresas afirmou que as armas integravam a sua colecção e  faziam parte da “herança do avô”, admitindo que as armas “não estavam manifestadas” porque, pelas suas características /de calibre superior ao permitido pelas autoridades), “seriam apreendidas e destruídas” se apresentadas à Polícia de Segurança Pública (PSP).

O médico explicou que, entre as 43 armas apreendidas, algumas são de “valor histórico que pertenceram ao Exército português na guerra colonial” e que, além de serem “obsoletas”, se encontram em condições que impossibilitam o disparo. Algumas das armas foram compradas pelo próprio arguido, que  afirmou tê-las adquirido para defesa e prática de tiro e caça grossa, frisando que “Como comprador, cumpri todos os requesitos”.

Marcos Macedo Pinto revelou ainda que, à altura dos factos, a “lei era omissa quanto às armas de colecção”, razão pela qual as guardava, à espera que “saísse a licença de coleccionador”.

O caso remonta a Março de 2006, quando, durante uma rusga policial, as autoridades encontraram o arsenal num cofre existente na cave da habitação do clínico.

 

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