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Correio da Manhã

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Membros do G7 prontos para aumentar sanções à Rússia

O grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7) avisa que Moscovo tem de inverter a escalada da crise na Ucrânia.
24 de Março de 2014 às 21:09

Os países do G7, reunidos em Haia, avisaram a Rússia, numa declaração difundida depois das conversações sobre a crise desencadeada com a integração da Crimeia pela Rússia, que "continuamos prontos para intensificar ações, incluindo sanções setoriais coordenadas que terão um impacto significativamente crescente na economia russa, se a Rússia continuar a fazer a situação piorar".

"Os circuitos diplomáticos para inverter a escalada da situação permanecem abertos, e encorajamos o Governo russo a utilizá-los", lê-se no documento, em que os membros do G7 deixam também um apelo a Moscovo para que inicie conversações com a Ucrânia e "aproveite as ofertas de mediação internacional".

Os líderes do G7 (Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão, Canadá e Estados Unidos) condenaram o comportamento da Rússia, classificando-o como "não compatível" com as crenças e as responsabilidades partilhadas pelo grupo, razão pela qual anunciaram que não vão participar mais com a Rússia em reuniões do formato G8, enquanto esta não mudar de atitude.

"Suspenderemos a nossa participação no G8 até a Rússia mudar de rumo e a conjuntura regressar ao ponto em que o G8 possa ter um debate significativo", acrescenta a declaração, em que também se confirma a suspensão da cimeira do G8 marcada para junho na cidade russa de Sotchi.

"Mantemo-nos firmes no nosso apoio ao povo da Ucrânia, que quer restaurar a unidade, a democracia, a estabilidade política e a prosperidade económica no seu país", lê-se ainda no texto.

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