Miguel Frasquilho defende que ‘troika’ devia dar mais dois anos a Portugal

Miguel Frasquilho, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, defende que a 'troika' devia flexibilizar os prazos do ajustamento financeiro de Portugal, concedendo mais dois anos para o cumprimento das metas fixadas e financiamento adicional.
05.07.12
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Miguel Frasquilho defende que ‘troika’ devia dar mais dois anos a Portugal
Miguel Frasquilho, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Foto Rafael G. Antunes

Miguel Frasquilho considerou que "o Governo está a fazer um trabalho competente no controlo da despesa pública", mas que do lado da receita há "um desvio orçamental considerável, pelo que dificilmente se conseguirá cumprir o défice de 4,5 por cento" no final deste ano.

"Perante isto, penso que seria justo a 'troika' [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional] reconhecer o trabalho de casa que o Governo tem feito e premiar esse trabalho de casa com uma flexibilização de prazos que não impusesse mais austeridade aos portugueses", defendeu o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças. Quanto ao grau desse prolongamento de prazos, afirmou: "Não sei se um ano seria suficiente, penso que dois anos podia ser mais apropriado".

No seu entender, "este era o momento propício para uma flexibilização das metas orçamentais para os três países da União Europeia intervencionados: Portugal, Irlanda e Grécia", tendo em conta as "decisões importantes em matéria de financiamento dos Estados-membros e do sector financeiro" tomadas no último Conselho Europeu.

Segundo o deputado, se não houver uma flexibilização de prazos, sobra como alternativa a adopção de "mais medidas de austeridade", opção que rejeita.

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6 Comentários
  • De Joaquim Carreira Tapadinhas05.07.12
    Pelos interesses particulares a que alguns políticos estão ligados, deixaram de ter interesse as suas opiniões, por haver dúvidas a quais senhores pretendem servir quando as exprimem. Falar ou estar calado é o mesmo.
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  • De Egídio Guimarães05.07.12
    Metam as listas dos partidos nos boletins de voto e deixem os cidadãos escolher quem merece ir para o parlamento.
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  • De Manuel Vieira de Matos05.07.12
    Esse senhor é deputado mas ninguém votou nele. O nome dele nunca surgiu num boletim de voto. A ida dele para o parlamento dependeu da ordem numa lista. Não são os votos que ordenam as listas, são os caciques partidários.
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  • De aaapois05.07.12
    Mais 2 anos de austeridades não resta mais Portugal. Vai ser 50% lojas chinesas e 50% Lares de 3ª idade.
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  • De Maria05.07.12
    Troika? Ouvi ontem o programa da Sic com G. Ferreira. O deficit resolvia-se rapidamente havendo VONTADE POLÍTICA:os nossos impostos são feudais. Gente bem colocada nos partidos,impõe o seu lucro!Advogados,EDP,PPP,GALP
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