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Correio da Manhã

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MILAN BABIC CONDENADO A 13 ANOS DE PRISÃO

O Tribunal Internacional de Haia para a ex-Jugoslávia (TIP) condenou, esta terça-feira, o ex-líder político dos sérvios na Croácia, Milan Babic, a uma pena de prisão de 13 anos, por diversos crimes contra a Humanidade, entre os quais perseguição e assassinato. Detido desde Novembro de 2003, é o segundo sérvio a ser condenado pelo tribunal, depois de ter assumido a responsabilidade do genocídio. Babic mostrou arrependimento e vergonha das suas acções.
29 de Junho de 2004 às 13:09
Milan Babic, de 48 anos, foi primeiro-ministro de Krajina, região croata de maioria sérvia que lutou pela autonomia, após a Croácia ter adquirido a independência na década de 90. Nesta investida, a quase totalidade da população croata, muçulmana e não sérvia foi expulsa à força ou assassinada. “Pelo menos 200 mil pessoas morreram e centenas foram encarceradas em condições totalmente desumanas”, declarou o juíz Alphonsus Orie.
Foram elementos preponderantes no atenuar da pena, o facto de o ex-líder rebelde sérvio ter cooperado com os juízes, a entrega voluntária, a aceitação da culpa, o arrependimento evidenciado e a situação familiar (casado e com dois filhos). Contudo, a pena superou a solicitada que pedia uma máximo de 11 anos de prisão. Segundo o TIP, 11 anos não seriam suficientes para cobrir a gravidade das atrocidades cometidas.
Milan Babic é condenado passados dois anos de ter testemunhado contra o antigo presidente jugoslavo, Slobodan Milosevic, acusado de genocídio, crimes de guerra e de crimes contra a Humanidade, executados durante os conflitos da Croácia, Bósnia e Kosovo nos anos 90.
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