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Correio da Manhã

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Militar aponta arma à cabeça de superior

Guarda ficou insatisfeito ao saber que não teria direito às mesmas folgas extras dadas aos colegas.
João Carlos Rodrigues, Miguel Curado e Alexandre M. Silva 17 de Janeiro de 2017 às 01:45
Militar da GNR com arma
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Um guarda principal colocado no posto da GNR de Aljustrel apontou a arma de serviço à cabeça de um superior hierárquico.

O ato tresloucado terá sido motivado por uma discussão relacionada com dois dias de folga a que o militar considerava ter direito. O militar acabou detido sem efetuar qualquer disparo, mas foi presente ao Ministério Público. Não chegou a ser presente a tribunal, uma vez que o processo baixou a inquérito, mas já foi transferido de posto. Está indiciado, para já, apenas por insubordinação.

O caso ocorreu na tarde de sexta-feira, mas teve origem ainda antes da quadra natalícia. Segundo o CM apurou, o guarda Gamito e a mulher (também militar da GNR e colocada no mesmo posto) trabalharam no Natal e folgaram na Passagem de Ano. Mas meteram baixa entre as duas datas de forma a ficar quase uma semana em casa. Já em janeiro, o capitão que comanda o Destacamento Territorial compensou os outros militares com mais dois dias de folga pelo "esforço" feito durante o Natal e Ano Novo, mas deixou de fora o casal.

Na sexta-feira, dia 13, a mulher questionou um sargento-chefe e perguntou-lhe pelos "dois dias de folga". A resposta foi: "Já tiveram três." Logo a seguir, a militar falou com o companheiro e este foi ao posto. Entrou de arma na mão, mas como não encontrou o comandante do posto, dirigiu-se à sala ao lado, onde estava um furriel.

Após várias ameaças, o guarda Gamito foi desarmado por um colega que se apercebeu da situação. A seguir foi formalmente detido e o caso participado ao DIAP de Lisboa, que decidiu não levar o militar a tribunal.

Fonte oficial do Comando Geral da GNR confirmou toda a situação ao Correio da Manhã, adiantando que já foi aberto um processo disciplinar interno, que corre em paralelo com o processo criminal.
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