Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
1

Ministério Público considera provado esquema de burlas ao SNS

Entre os 18 envolvidos na suposta fraude, que durava pelo menos desde 2009, estão seis médicos, dois farmacêuticos, sete delegados de informação médica, uma esteticista (ex-delegada de ação médica), um empresário brasileiro e um comerciante de pão.

2 de Julho de 2014 às 20:35

O Ministério Público (MP) defendeu esta quarta-feira que ficou provada a existência de um esquema de burlas executado por dois grupos no processo "Remédio Santo", os quais lesaram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em milhões de euros.

Os 18 arguidos são suspeitos de pertencerem a uma alegada rede criminosa, composta pelos grupos do Norte e do Centro/Sul, a qual terá levado a cabo um suposto esquema de uso fraudulento de receitas, que terá lesado o SNS em cerca de quatro milhões de euros, valor reclamado pelo Estado no pedido de indemnização civil. Nas alegações finais, que começaram esta quarta-feira no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, o procurador do MP sustentou ter ficado provado, de forma "inequívoca", a existência de "duas estruturas, com planos delineados", que visavam a obtenção de enriquecimento ilícito à custa do SNS, com o consequente prejuízo para o Estado.

O magistrado admitiu, contudo, haver receitas verdadeiras que fazem parte do processo, razão pela qual terá de haver uma reavaliação e correção do valor final da indemnização. Rui Peixoto é considerado pela acusação como o alegado líder do grupo do Norte, que à data dos factos era chefe de vendas regional de uma das empresas do grupo Bial.

Remédio Santo Ministério Público considera provado esquema burlas SNS
Ver comentários