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Ministério Público confirma investigação ao juiz Rui Rangel

Investigação revelada pelo CM associa magistrado a José Veiga.
Lusa 3 de Outubro de 2016 às 23:04
Ministério Público confirma investigação ao juiz Rui Rangel

A Procuradoria-Geral da República confirmou esta segunda-feira que foi aberta uma investigação ao juiz desembargador Rui Rangel, com origem numa certidão do processo "Rota do Atlântico", estando a decorrer pelo Ministério Público junto do Supremo Tribunal de Justiça.

"Confirma-se a existência de um inquérito que teve origem numa certidão do processo 'Rota do Atlântico", respondeu hoje à agência Lusa a PGR, na sequência da notícia adiantada no sábado passado pelo CM, segundo a qual o juiz Rui Rangel era suspeito de receber fortuna do empresário futebolístico José Veiga, arguido naquele processo relacionado com crimes de corrupção no comércio internacional, fraude fiscal e branqueamento de capitais e tráfico de influência.

A PGR adianta que "encontra-se em investigação e está em segredo de justiça".

A investigação ao juiz desembargador Rui Rangel teve direito a um dossier de oito páginas na edição de sábado do jornal CM, que revela que o juiz terá recebido vários depósitos num dia.

A operação "Rota do Atlântico" tinha como principais alvos o empresário José Veiga e o sócio Paulo Santana Lopes, que funcionariam como intermediários num esquema de corrupção com membros do governo da República do Congo.

Segundo Procuradoria-Geral da República (PGR), este inquérito tem nove arguidos constituídos, quatro pessoas singulares e cinco pessoas coletivas.

De acordo com o Ministério Público, os detidos, alegadamente, celebravam contratos de fornecimento de bens e serviços relacionados com obras públicas, construção civil e venda de produtos petrolíferos, entre diversas entidades privadas e estatais.

Os proventos gerados com esta atividade eram utilizados na aquisição de imóveis, veículos de gama alta, sociedades não residentes e outros negócios, utilizando para o efeito pessoas com conhecimentos especiais e colocadas em lugares privilegiados, ocultando a origem do dinheiro e integrando-o na atividade económica lícita, precisou então a PGR.

A investigação Rota do Atlântico é dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e envolveu cerca de três dezenas de buscas a domicílios e sedes de empresas, a uma instituição bancária e a três escritórios de advogados.

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