Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
5

Ministra da Cultura quer mobilizar todo o país no "impacto transformador das artes"

Graça Fonseca sublinhou a importância das propostas do plano, nomeadamente a criação de um Índice de Impacto Cultural das Organizações.
Lusa 18 de Junho de 2019 às 16:04
Graça Fonseca, ministra da Cultura
Graça Fonseca, nova ministra da Cultura
Graça Fonseca
Graça Fonseca
Graça Fonseca, ministra da Cultura
Graça Fonseca, nova ministra da Cultura
Graça Fonseca
Graça Fonseca
Graça Fonseca, ministra da Cultura
Graça Fonseca, nova ministra da Cultura
Graça Fonseca
Graça Fonseca

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, defendeu esta terça-feira a necessidade de mobilizar todo o país "no impacto transformador" que o Plano Nacional das Artes (PNA) irá possibilitar, sobretudo nas escolas, nas famílias e nas comunidades.

A ministra da Cultura e o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, falavam aos jornalistas no final da apresentação do PNA, nos Estúdios Victor Cordon, em Lisboa, após a apresentação da estratégia e das medidas propostas pela equipa do comissário, Paulo Pires do Vale.

"Se queremos potenciar ao máximo o impacto transformador das artes, precisamos de todos os professores, artistas, alunos, empresas, autarquias... envolver de alto a baixo as organizações", salientou a ministra.

O PNA, segundo a tutela, terá um financiamento anual até 500 mil euros e irá funcionar em parceria com outros planos, na área do cinema, livro, bibliotecas e museus, para levar as artes sobretudo às escolas e às comunidades de todo o país.

Graça Fonseca sublinhou a importância das propostas do plano, nomeadamente a criação de um Índice de Impacto Cultural das Organizações, "para medir o impacto cultural como se mede o impacto ambiental".

Este instrumento de medição previsto no PNA será desenvolvido em parceria com o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa.

"Este plano dá-nos as medidas concretas que serão calendarizadas e orçamentadas num plano plurianual", disse a ministra aos jornalistas.

Por seu turno, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, falou na "capacidade de a cultura democratizar e emancipar o país".

"A arte não pode estar só em espaços como este [Estúdios Victor Córdon, a sede da Companhia Nacional de Bailado em Lisboa, partilhada com artistas do Teatro Nacional de São Carlos] e, com este plano, será feito algo que potenciará o que está em curso", disse.

O ministro da Educação avaliou que "muitos professores já estão habilitados para trabalhar com o PNA", mas que medidas como a criação de uma Academia de formação "vão potenciar o trabalho que está em curso".

De acordo com Tiago Brandão Rodrigues, o PNA vai começar a ser concretizado já no próximo ano letivo, que tem início em setembro.

"O objetivo é que a escola seja mais criadora e fruidora das artes, e também que este plano crie novos públicos e novos criadores", salientou.

Dividido em três eixos essenciais - "Política Cultural", "Capacitação" e "Educação e Acesso" - o PNA tem como lema "Para todos, com cada um", e assenta em palavras-chave como inclusão, participação e compromisso.

A acompanhar Paulo Pires do Vale neste projeto estão dois subcomissários - a coordenadora do Museu do Dinheiro, Sara Barriga Brighenti, e o advogado e professor de música Nuno Humberto Pólvora Santos -, para liderar uma equipa que colocará o plano em prática.


Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)