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Ministro da Defesa é contra o serviço militar obrigatório

"Temos um conjunto de respostas que estamos a desenvolver para que haja mais recrutamento", diz João Gomes Cravinho.
Lusa 22 de Fevereiro de 2019 às 14:40
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho tutela a Inspeção-Geral de Defesa Nacional, enquanto ministro da Defesa
A investigação ao chefe de gabinete do ministro da Defesa prende-se com verbas das contas do consulado de São Paulo que não estariam bem contabilizadas
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho tutela a Inspeção-Geral de Defesa Nacional, enquanto ministro da Defesa
A investigação ao chefe de gabinete do ministro da Defesa prende-se com verbas das contas do consulado de São Paulo que não estariam bem contabilizadas
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho tutela a Inspeção-Geral de Defesa Nacional, enquanto ministro da Defesa
A investigação ao chefe de gabinete do ministro da Defesa prende-se com verbas das contas do consulado de São Paulo que não estariam bem contabilizadas

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou esta sexta-feira que não é favorável ao serviço militar obrigatório (SMO), admitindo que a solução para resolver o problema das Forças Armadas poderá ser outra.

"Eu não sou favorável à questão do serviço militar obrigatório, mas sou muito favorável a que os portugueses conheçam melhor as Forças Armadas", afirmou João Gomes Cravinho.

O ministro da Defesa falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura dos protocolos de cooperação para a implementação do Referencial de Educação para a Segurança, a Defesa e a Paz, que decorreu em Alcains e envolveu os 11 municípios do distrito de Castelo Branco.

Gomes Cravinho sublinhou que é salutar que haja debate sobre a questão do SMO, mas admitiu que não está convencido que essa seja a solução para questões relacionadas com os efetivos das Forças Armadas.

"Temos um conjunto de respostas que estamos a desenvolver para que haja mais recrutamento. Devo dizer que esta é uma questão que não se coloca apenas em Portugal. Na generalidade dos países europeus verifica-se o mesmo", sustentou.

Questionado sobre as recentes declarações proferidas pelo Inspetor Geral do Exército, major-general Luís Nunes da Fonseca, perante os deputados da comissão de inquérito ao furto de material de guerra dos paióis de Tancos, que admitiu ser um "facto que houve alguma falta de cumprimento de deveres", Gomes Cravinho disse que as questões sobre essa matéria "estão onde devem estar".

"As questões relacionadas com esse evento estão onde devem estar, que é na esfera judicial, por um lado, e na comissão parlamentar de inquérito. Não fazem parte do dia a dia das Forças Armadas que são a minha preocupação", frisou.

Gomes Cravinho realçou ainda que está "muito satisfeito" em verificar que as Forças Armadas, hoje em dia, estão plenamente concentradas nas suas missões e não em olhar para "eventos que foram lamentáveis", mas que estão ultrapassados.

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