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Ministro da Defesa destaca inovação e capacidade de empresas portuguesas

Empresas mostraram hoje os seus produtos e serviços.
Lusa 23 de Março de 2016 às 12:32
Ministro da Defesa, Azeredo Lopes
Ministro da Defesa, Azeredo Lopes FOTO: Manuel de Almeida / Lusa

O ministro Azeredo Lopes destacou hoje a capacidade de inovação da indústria portuguesa de defesa, num setor que vai além da capacidade militar e abrange desde a alimentação, o têxtil até aos sistemas de `software´ e engenharia.

"Evidentemente na área da defesa tem se comer, na área da defesa as pessoas vestem-se e na área de defesa também precisam de sistemas de refrigeração e por aí adiante", disse o ministro da Defesa Nacional, no final de uma visita à sede da agência de compras da NATO, NSPA, em Capellen, Luxemburgo.

Sessenta e quatro empresas portuguesas mostraram hoje os seus produtos e serviços na NSPA, que em 2015 contratualizou cerca de 33 milhões de euros a empresas portuguesas, dos quais 30 milhões de euros à OGMA, empresa de fabrico e manutenção aeronáutica.

"É bom termos presente que, ao contrário do que possamos pensar, nós termos uma estrutura de pequenas e médias empresas pode não ser um inconveniente. É evidente que o ser grande não tem defeito mas o ser pequeno ou médio também não é inconveniente uma vez que isso dá-nos muito mais agilidade, dá-nos mais capacidade associativa a outros projetos", sublinhou Azeredo Lopes.

Em declarações aos jornalistas no final da visita, Azeredo Lopes frisou que, em termos de orientação de política europeia, "insiste-se na criação de desenvolvimento de um mercado interno de indústria de duplo uso, que tanto pode ser alocada a indústria de defesa como a missões de natureza mais civil".

Antes, numa reunião com o diretor-geral da NSPA, Mike Lyden, Azeredo Lopes já tinha afirmado que o grupo de empresas representadas "são fonte de inovação, quer na tecnologia quer nos processos de produção", sendo que muitas oferecem serviços e produtos de "duplo uso", uma "grande tendência" nos mercados de segurança e defesa na União Europeia.

Exemplo disso é a "AMF shoes", que fabrica calçado "de segurança e proteção", próprio para ser usado em "ambientes agressivos" como minas, plataformas petrolíferas, entre outros, disse à Lusa Pedro Carvalho, responsável da empresa, que exporta 90 por cento do que produz e tem um volume de negócios de dez milhões de euros.

Sistemas de refrigeração de alimentos com grande autonomia, sistemas de 'software' e de engenharia, fabrico e reparação de componentes para navios foram outros produtos apresentados na NSPA.

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