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Missão da ONU condena "tragédia brutal" em Houla

O chefe da missão de observadores da ONU na Síria condenou hoje a "tragédia brutal" em Houla, onde os bombardeamentos das forças do regime desde sexta-feira fizeram pelo menos 92 mortos, 32 deles crianças.
26 de Maio de 2012 às 17:28

"Hoje de manhã, observadores militares e civis da ONU foram a Houla e contaram mais de 32 crianças e mais de 60 adultos mortos", afirmou o general norueguês Robert Mood num comunicado.

Estes números da ONU são superiores aos avançados hoje de manhã pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que contabilizou 90 mortos, incluindo 25 crianças.

Houla fica no centro do país, 30 quilómetros a noroeste de Homs.

O chefe dos observadores advertiu para o risco de uma guerra civil no país, onde a revolta popular iniciada há 14 meses evoluiu para uma luta armada contra o regime.

O resultado do ataque das forças sírias à cidade já foi condenado e qualificado como um massacre por várias capitais europeias, designadamente Paris, Berlim e Londres.

Após o ataque, o Exército Sírio Livre, que combate as forças do regime, anunciou que deixará de estar vinculado ao plano da ONU para pôr fim à violência de não houve uma intervenção imediata das Nações Unidas para proteger os civis.

O plano do enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, o ex-secretário-geral Kofi Annan, entrou em vigor a 12 de Abril, o que permitiu o envio para o terreno dos observadores nos dias seguintes.

Até agora, no entanto, a presença dos observadores não teve influência no nível de violência no país.

ONU tragédia Síria
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