Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
6

Montepio formaliza saída da bolsa a 09 de outubro

É nessa data que vai ser oficializada a decisão de perda da qualidade de sociedade aberta.
Lusa 15 de Setembro de 2017 às 20:48
Montepio
Montepio
Fachada da sede Caixa Económica Montepio Geral, em Lisboa
Montepio
Montepio
Fachada da sede Caixa Económica Montepio Geral, em Lisboa
Montepio
Montepio
Fachada da sede Caixa Económica Montepio Geral, em Lisboa

A Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) convocou uma assembleia-geral extraordinária para o dia 09 de outubro, na qual vai ser oficializada a decisão de perda da qualidade de sociedade aberta e consequente saída da bolsa.

Este é o ponto único da reunião magna que se vai realizar pelas 15h00, em Lisboa, sendo proposto pela Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM), que detém 99,73% do capital do banco mutualista, segundo as informações disponíveis na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A entidade liderada por António Tomás Correia salientou no comunicado enviado ao regulador que "entende ser do melhor interesse da CEMG que o respetivo capital social venha a ser detido, na maior extensão possível, por entidades cooperativas, mutualistas, solidárias, associativas ou outras que, no exercício da sua atividade principal, obedeçam a estímulos que não são orientados pela lógica de obtenção de lucro".

E acrescentou que "a específica natureza e perfil das entidades antes referidas não é consentânea com o atual estatuto jurídico de sociedade aberta da CEMG".

De resto, a CEMG é desde quinta-feira uma sociedade anónima, um passo decisivo para que seja possível a entrada de outras instituições da economia social no capital do banco.

Na segunda-feira, durante a sessão especial de mercado regulamentado na Euronext Lisboa dedicada à divulgação do resultado da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela MGAM sobre o fundo de participação do banco mutualista, o presidente António Tomás Correia já tinha destacado que agora se inicia uma nova etapa na vida da CEMG.

Na ocasião, Tomás Correia considerou que a transformação da CEMG em sociedade anónima é um passo fundamental para a criação de um "grupo financeiro da economia social em Portugal" com a "entrada de novos parceiros".

"Temos uma grande convicção que vamos entrar nesta nova etapa com força e determinação. E que não defraudaremos todas as expectativas que se criarem com o Montepio", sublinhou Tomás Correia.

A MGAM passou a controlar 98,28% do Fundo de Participação da CEMG após a OPA voluntária que lançou no início de julho, passando a deter "quase 100%" do capital do banco mutualista, destacou o responsável.

Hoje, no comunicado enviado à CMVM, a associação mutualista sublinhou que, de forma a "proporcionar um mecanismo de saída aos titulares de unidades de participação" do Fundo de Participação - que esteve cotado no principal índice da bolsa portuguesa (PSI20) até ao fim da OPA - que não venderam os títulos durante a operação, lançou uma ordem permanente de compra fora do mercado regulamentado das ações ordinárias entretanto emitidas devido à transformação em sociedade anónima.

O preço oferecido é igual ao da OPA (um euro por título) e a ordem permanente de compra vai estar ativa até à publicação da decisão da CMVM sobre o requerimento de perda da qualidade de sociedade aberta da CEMG (que será aprovada a 09 de outubro).

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)