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Morreu o escritor Luiz Pacheco

O escritor e crítico literário Luiz Pacheco, de 82 anos, morreu sábado à noite no Montijo, onde vivia. De acordo com uma fonte médica, o escritor deu entrada já sem vida no Hospital do Montijo, que registou o óbito às 22h17.

06 de janeiro de 2008 às 01:23

O corpo do escritor vai ser cremado terça-feira, pelas 19h00, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

Fonte familiar disse que o corpo de Luiz Pacheco só deverá ser entregue à família amanhã à tarde, não estando ainda definido o local onde decorrerá o velório, durante a noite de segunda para terça-feira.

Nascido em Lisboa a 7 de Maio de 1925, Luiz José Gomes Machado Guerreiro Pacheco publicou dezenas de artigos em jornais e revistas e dedicou-se também à crítica literária e cultural. Neste domínio, ganhou fama como crítico irreverente, que denunciava a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime do Estado Novo.

Protagonista de uma vida atribulada, por vezes sem meios de subsistência para sustentar a família (foi pai de oito filhos), o escritor chegou a viver situações de miséria que ia ultrapassando à custa de esmolas e donativos, hospedando-se em quartos alugados e albergues.

Entre as inúmeras obras que escreveu, merecem destaque o conto "Comunidade" (1964), que muitos consideram ser a sua obra-prima, "Carta-Sincera a José Gomes Ferreira" (1958), "O Teodolito" (1962), "Crítica de Circunstância" (1966), "Textos Locais" (1967), "Exercícios de Estilo" (1971), "Literatura Comestível" (1972) e "Pacheco versus Cesariny (1974).

Em Abril do ano passado, Luiz Pacheco deu uma entrevista à jornalista Miriam Assor, que foi publicada na revista 'Correio Domingo' com o título "Sócrates? Quem é? Não o conheço".

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