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Mosquito do vírus da dengue detetado no norte do país não estava infetado

Inseto foi detetado na região Norte do país. Direção-Geral de Saúde diz não haver razão para alarme.
Lusa 20 de Setembro de 2017 às 16:12
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue

O mosquito da espécie que foi identificada pela primeira vez em Portugal não estava infetado com nenhum agente biológico que possa afetar a saúde humana, segundo a Direção-geral da Saúde (DGS).

Uma espécie de mosquito que é potencialmente transmissora do vírus da febre dengue foi identificada pela primeira vez no continente, na região Norte do país. O inseto existe na Madeira desde 2005, onde já provocou um surto de dengue.

De acordo com a especialista da DGS Paula Vasconcelos, esta espécie (Aedes albopictus), de origem asiática, tem sido detetada em vários locais na Europa ao longo dos últimos anos.

Em Portugal foi detetada num conjunto de amostras recolhido pelo sistema de vigilância nacional de vetores (mosquitos).

Segundo a especialista da DGS, "não há nenhuma indicação" de que o mosquito encontrado esteja infetado com qualquer agente biológico.

"Não temos informação de que o mosquito esteja infetado para qualquer doença que possa afetar a saúde humana", afirmou à agência Lusa.

Também a nível da europa, esta espécie tem sido encontrada mas até ao momento não foram reportadas doenças humanas relacionadas com a sua presença.

O facto de se ter encontrado esta espécie não significa, segundo a especialista da DGS, que haja qualquer invasão.

Aliás, Paula Vasconcelos considerou que "não é uma situação inesperada", uma vez que a avaliação do risco feita a nível europeu tem apontado para a presença deste mosquito.

A DGS adianta que até ao momento "não há indícios de risco acrescido para a saúde da população".

Os trabalhos de monitorização e avaliação da situação são da competência dos serviços de saúde pública de nível regional e local da região Norte, em articulação com as autoridades centrais.

"O diretor-geral da Saúde e o presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge continuarão a informar a população da evolução e das medidas tomadas", acrescenta uma nota emitida esta quarta-feira.

Presente na Madeira
Este mosquito foi detetado na ilha da Madeira há vários anos, mas é a primeira vez que é detetado no Continente.

O Instituto de Administração da Saúde da Madeira relata que "a presença deste artrópode foi registada após muitas descrições da população da freguesia de Santa Luzia, no concelho do Funchal, sobre prurido e pápulas cutâneas que algumas pessoas relacionavam com picadas dum mosquito. Passados 7 anos da identificação do vetor, entre 26 de setembro de 2012 e 3 de fevereiro de 2013 ocorreu o primeiro surto de febre de Dengue nesta ilha, o primeiro na Europa desde 1928, após introdução de um agente com o Vírus".

O mosquito espalhou-se rapidamente a toda a ilha, lê-se no site do IAS. "Até à data, com base na rede de armadilhas de ovos de mosquitos montada em todos os concelhos do Arquipélago da Madeira pelo IASAÚDE, IP-RAM e pelo Museu de História Natural do Funchal, registou-se a presença do mosquito em todos os concelhos do sul da Ilha da Madeira, com consolidação de densidade de mosquitos nos concelhos do Funchal, Câmara de Lobos, Santa Cruz, Ponta do Sol e Calheta. Houve um único registo de presença no concelho de Porto Moniz, sem se ter registado a sua permanência".

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