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Mossack Fonseca entre doadores da campanha do Presidente do Panamá

Sociedade de advogados está no centro do escândalo "Papéis do Panamá".
Lusa 11 de Fevereiro de 2017 às 02:38
Sociedade de advogados Mossack Fonseca
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Empresas de Mossack Fonseca, no centro do escândalo "Papéis do Panamá", bancos e telefónicas aparecem numa lista parcial, divulgada na sexta-feira, de doadores da campanha de 2014 que levou à eleição do Presidente panamiano, Juan Carlos Varela.

Juan Carlos Varela publicou na sexta-feira uma cópia autenticada pelo Tribunal Eleitoral (TE) da lista de contribuições privadas que recebeu durante a campanha -- que ascendem a 9,73 milhões de dólares.

O chefe de Estado esclareceu, através da sua conta na rede social Twitter, que o relatório do TE vai até 21 de fevereiro de 2014, indicando que, até à próxima segunda-feira, irá receber a "informação completa", até junho de 2014, para "publicação imediata".

Trata-se de um "feito na história da jovem democracia" do Panamá, dado que a lei vigente não obriga à publicação dos donativos e nunca um Presidente em funções o fez, diz um comunicado oficial que destaca, nesse sentido, o compromisso de Juan Carlos Varela "com a transparência e a prestação de contas".

Jürgen Mossack, detido desde quinta-feira a par com o seu sócio e também ex-ministro conselheiro do Presidente Ramón Fonseca Mora, surge na lista com um donativo de 1.000 dólares, mas ao longo das 17 páginas com nomes e montantes surgem também contribuições da Mossack Fonseca & Co. S.A. ou da Fiduciaria Mossfon S.A., entre outras, com valores variados.

Também aparecem na lista de doadores particulares várias pessoas de apelido Fonseca Mora, familiares do Presidente, assim como bancos privados, telefónicas, farmácias, empresas imobiliárias, entre outros.

Além disso, aparecem também contribuições de pessoas que atualmente desempenham cargos no Governo, como os titulares das pastas da Saúde (Miguel Mayo, com 1.000 dólares), da Habitação e Ordenamento do Território (Mario Etchelecu, com 2.000 dólares), entre outros altos funcionários e membros do partido do governo.

O próprio Presidente panamiano abre a lista com uma contribuição de 5.000 dólares.

Varela publicou a lista de doadores privados da campanha depois de, na quinta-feira, Fonseca Mora ter garantido que recebeu "doações" da construtora brasileira Odebrecht, envolvida num escândalo internacional.

Segundo documentos publicados a 21 de dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht terá alegadamente pagado subornos relativamente a mais de uma centena de projetos em 12 países da América Latina e África, de aproximadamente 788 milhões de dólares norte-americanos.

"Nessa lista não existem doações da empresa Odebrecht", adiantou o Presidente do Panamá, ao negar as afirmações do seu antigo ministro conselheiro.

Varela clarificou ainda que as doações que recebeu na campanha "são contribuições políticas" e "não subornos", frisando que "nem um dólar" desses recursos foi utilizado para seu benefício pessoal ou da sua família.

O ministro da presidência, Álvaro Alemán, que aparece pelo menos uma vez na lista de doadores com 9.000 dólares, afirmou na sexta-feira que o partido de governo não tem "nem provas nem indícios" de que alguma das pessoas que contribuíram para a campanha de Varela "seja um veículo da empresa Odebrecht".

Varela também pediu na quinta-feira aos seus adversários na corrida à presidência em 2014 para que publiquem a lista dos seus doadores particulares, "porque as circunstâncias assim o exigem".

O antigo candidato presidencial Juan Carlos Navarro, do Partido Revolucionário Democrático, aceitou o repto, afirmando que irá publicar os dados na próxima semana para que "se investigue, sem distrações", a suposta ligação de Varela a dinheiro da Odebrecht.

Navarro, que ficou em terceiro lugar nas eleições de 2014, defendeu uma investigação "imediata" às "gravíssimas acusações" do ex-ministro.

Mossack Fonseca Panamá política
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