Movimento punk em Portugal analisado em congresso no Porto

23.06.14
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O movimento punk e os fenómenos underground -- "cada vez mais presentes na sociedade portuguesa" -vão ser analisados num congresso a partir do dia 08 de julho, no Porto, na presença de 150 investigadores de 30 países.

De acordo com a socióloga Paula Guerra, da Universidade do Porto, na conferência internacional "Keep It Simple, Make It Fast -- Underground Music Scenes and DIY Cultures" vão ser apresentadas as conclusões de uma série de investigações desenvolvidas nas ciências sociais, mas também nas artes, no design e na música que permitem concluir que três décadas após o movimento punk as "formas de vida" alternativas estão cada vez mais presentes.

"Apesar da idade, fica sempre qualquer coisa de se ter sido punk e essa alguma coisa, se calhar, é o conceito 'Do It Yourself' (DIY, na sigla em inglês). Mas também as coisas que se fazem coletivamente: a questão da luta e da resistência, a participação social e política, alheada de partidos mas participativa. Pessoas que querem fazer a diferença e não querem ser uma ovelha no rebanho", disse à Lusa Paula Guerra sublinhando as características originais do punk.

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