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Correio da Manhã

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MP quer condenações no caso da ponte

O Ministério Público (MP) pediu esta quarta-feira a condenação dos seis arguidos acusados de não terem feito o que estava ao seu alcance para evitar a tragédia provocada pela queda da ponte de Entre-os-Rios, em Março de 2001. Todavia, o MP admite que venham a ser avaliados alguns atenuantes neste processo.
13 de Setembro de 2006 às 14:22
Durante as alegações finais do processo, no Tribunal de Castelo de Paiva, o procurador Monteiro Penas atribuiu diferentes graus de responsabilidade ao diversos arguidos, imputando maior culpa pelo sucedido aos arguidos Barreiros Cardoso e Aníbal Soares Ribeiro, da ex-Junta Autónoma de Estradas (JAE), seguindo-se, num escalão intermédio, Carlos Guerreiro e Mota Freitas, ambos técnicos da empresa projectista Etelcelda. Finalmente, com menor responsabilidade, surgem Baptista Santos e Manuel Rosa Ribeiro, igualmente funcionários da ex-JAE.
No entender de Monteiro Penas, os arguidos tinham em sua posse todos os elementos necessários para perceber o perigo de ruptura do pilar 4, não tendo feito o que tinham ao alcance para evitar o incidente e adoptando um "comportamento desleixado" face ao conhecimento que teriam sobre a insegurança das fundações da ponte.
Apesar das acusações, o procurador admitiu que a idade e o facto de os arguidos serem "pessoas de bem" podem funcionar como atenuantes e mesmo na amnistia dos crimes de que são acusados. Em caso de condenação, os arguidos sujeitam-se a penas de prisão até cinco anos, por negligência, agravada em um terço, por resultar na morte de pessoas, no caso 59.
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