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NAV chumba aeroporto da Ota

Um relatório da Navegação Aérea de Portugal (NAV) ‘chumbou’ o novo aeroporto da Ota com um relatório que contraria os estudos apresentados até ao momento. Segundo a entidade que gere o espaço aéreo nacional, o futuro aeroporto terá uma validade de 13 anos e não de 50, como previsto pelo Governo, segundo a edição deste sábado do jornal ‘Sol’.
17 de Março de 2007 às 11:32
De acordo com a versão mais recente do estudo, que data de Janeiro, à qual o semanário teve acesso, não será possível efectuar aterragens e descolagens simultaneamente, apesar do novo aeroporto ter duas pistas, e o máximo de aviões permitido por hora é de 70, menos dez do que os desejados pelo Governo.
O relatório da NAV dá ainda conta de que o espaço aéreo da Ota colide com os corredores aéreos da base da Força Aérea de Monte Real. Segundo o ‘Sol', os ministros das Obras Públicas, Mário Lino, e da Defesa, Severiano Teixeira, encomendaram novos estudos ao organismo que gere o espaço aéreo português, “de forma a conciliar os interesses da Ota com a operacionalidade” da base da Força Aérea.
Recorde-se que esta semana, o Presidente da República, Cavaco Silva, lembrou que a União Europeia exige estudos de “custos-benefício” para projectos da envergadura do futuro aeroporto da Ota. No entanto, o chefe de Estado português escusou-se a comentar sobre a localização do novo aeroporto, considerando tratar-se de “uma decisão técnica”.
NAV APONTA PEQUENOS 'CONSTRANGIMENTOS'
Em conferência de imprensa esta manhã, o administrador da NAV Alexandre Kuhl de Oliveira explicou que a entidade aponta apenas alguns "constrangimentos" quanto à construção do novo aeroporto na Ota, mas que estes deverão ser ultrapassados nos próximos meses, sem no entanto revelar do que se trata.
A administração acrescentou ainda que o relatório foi entregue em Fevereiro à NAER, empresa que construirá o futuro aeroporto, e que este mês será constituída uma comissão para discutir esses mesmos constrangimentos.
Por sua vez, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, desvalorizou o relatório noticiado pelo semanário ‘Sol’, considerando tratar-se de apenas mais um estudo entre muitos que serão ainda feitos, noticiou a rádio TSF.
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