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NOS poderia ter satisfeito necessidades urgentes das populações com serviço universal - Anacom

Lusa 15 de Março de 2018 às 16:56

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) considera que a operadora NOS "poderia ter satisfeito necessidades urgentes das populações", na sequência dos incêndios de 2017, "no âmbito do serviço universal do serviço fixo de telefone.

Desde 2014, a operadora de telecomunicações NOS, liderada por Miguel Almeida, é prestadora do serviço universal na componente de serviço fixo de telefone, na sequência de contrato celebrado com o Estado, sendo "obrigada a instalar telefone fixo a quem o solicite nos prazos e com os preços definidos", recorda a Anacom, que em novembro passado recomendou o fim do contrato.

Na altura, a Anacom "chamou a atenção para a inexpressiva procura dos serviços abrangidos pelo contrato de prestação do serviço universal, visto que desde o início do contrato a procura do serviço revelou-se imaterial, existindo apenas dois clientes", pelo que se concluiu "não justificar a manutenção de um contrato com um custo de 9,6 milhões de euros para os cinco anos da sua vigência", prossegue o regulador, num comunicado a propósito do Dia Mundial dos Direitos dos Consumidores.