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Novo livro dá voz ao pai de Ann Frank e à mulher que os escondeu

Revela a única palavra que Otto censurou no texto original de Anne
8 de Junho de 2014 às 15:27

Um novo livro retoma a história de Anne Frank reunindo entrevistas ao pai, Otto Frank, e à mulher que escondeu a família, Miep Gies, revelando pormenores da autora do diário que chocou o mundo.

Otto Frank foi o único membro da família que sobreviveu e que publicou o diário em 1947, depois de Miep Gies lho ter entregue, após a confirmação da morte de Anne Frank, em Bergen-Belsen.

Em declarações hoje à agência de notícias Efe, fontes da editora andaluza Confluências disseram que o livro "O que temos por fazer nunca vai acabar" será publicado na coleção "Conversas".

A primeira entrevista incluída no livro foi publicada em 1967 por Otto Frank ao jornalista italiano Arnaldo Foa e foi transmitida originalmente pela RAI, mas o pai de Anne mal conseguiu expressar a dureza de sua experiência devido à brevidade da entrevista.

Foi na segunda entrevista, realizada pelo norte-americano Arthur Unger em 1977, que Otto Frank e a sua segunda esposa responderam a todos os tipos de perguntas, durante um longo encontro.

Otto Frank admite que nunca teve conhecimento daquilo que escrevia a sua filha naquele diário, mas sabia que o seu desejo era ser escritora, tendo sido essa uma das razões que o levou a publicar aquelas páginas quando as teve em seu poder.

O novo livro revela a única palavra que Otto censurou no texto original de Anne e lembra momentos da sua convivência, os seus medos e sofrimentos enquanto estiveram escondidos e partilha as felizes consequências da publicação do diário

O pai de Anne também admite o medo que tinha dos alemães da época e mesmo daqueles que se seguiram, mas ao mesmo tempo mostra-se confiante nas gerações atuais.

Na terceira e última entrevista, a protagonista é Miep Gies, empregada de Otto Frank antes da guerra, a mulher que ajudou a família a esconder-se e que salvou o diário de Anne Frank.

"Todos nós sabíamos que escrevia um diário, porque lhe arranjávamos papel, mas quando escrevia isolava-se por completo", lembra Giep, na entrevista com Menno Metselaar, em 1998, onde contou como conseguiu salvar os textos da adolescente.

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