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Nuno Amado admite que BCP só terá lucros em 2014

O BCP deve regressar aos lucros apenas em 2014, disse esta segunda-feira o presidente da instituição, Nuno Amado, admitindo que os próximos trimestres "serão exigentes" para as contas da instituição.
5 de Novembro de 2012 às 21:43
Nuno Amado, presidente do BCP
Nuno Amado, presidente do BCP FOTO: d.r.

"Queremos, em 2014, atingir uma posição devidamente equilibrada no mercado português", disse hoje o presidente do banco, Nuno Amado, na apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano.

Também para o administrador financeiro do banco, Miguel Bragança, o "desafio principal neste momento é a rentabilidade". O BCP teve prejuízos de 796,3 milhões de euros entre Janeiro e Setembro.

Sobre os próximos meses, Nuno Amado admitiu que "serão exigentes", mas não adiantou se considera que será necessário aumentar as imparidades.

Nos primeiros nove meses deste ano, o resultado líquido foi "penalizado pelas imparidades para perdas estimadas e resultados associados à operação na Grécia no valor de 531,6 milhões de euros", revelou em comunicado o BCP.

Além disso, pesaram sobre os resultados as dotações para imparidades e provisões efectuadas na actividade em Portugal, no montante de 813 milhões de euros.

"Ninguém pode dizer se vão haver mais imparidade nos próximos trimestres", afirmou Amado, sublinhando que o importante é o banco criar "condições de crescimento e rentabilidade a partir de 2013 e 2014".

O presidente executivo do BCP disse ainda que, apesar dos resultados do banco, este está hoje melhor preparado para apoiar a economia.


"O BCP está preparado para, a partir ano que vem, apoiar projectos sustentados e com capacidade para se desenvolverem", garantiu, admitindo, no entanto, uma redução no 'stock' de crédito concedido.

Ainda na apresentação de resultados, que decorreu hoje em Lisboa, o banco apresentou um novo modelo de gestão do crédito, que implica maior rigor na concessão de empréstimos e uma monitorização mais apertada da capacidade dos clientes para cumprirem as obrigações com o banco. A recuperação de créditos também é alvo de aperfeiçoamentos.

Sobre outros assuntos relacionados com a vida do banco, a administração não quis adiantar pormenores.

Amado garantiu que desconhece eventuais evoluções na nomeação dos representantes do Estado no BCP, depois de o banco ter recorrido a um empréstimo obrigacionista público de 3.000 milhões de euros.

"Não sei, tem de perguntar ao Ministério das Finanças", disse, quando questionado sobre a dificuldade do Governo em encontrar gente disposta a aceitar o lugar.

Quanto ao atraso na compra de créditos ao sector público acordada com o Estado aquando da transferência do fundo de pensões, no final do ano passado, o mesmo responsável também foi parco em palavras, afirmando apenas estar "desejoso" de "concluir a transacção".

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