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Correio da Manhã

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O Egípcio recusa responder em tribunal

O principal arguido do processo dos atentados de Atocha, em Madrid, recusou-se esta quinta-feira a responder a qualquer pergunta do tribunal madrileno, onde decorre a primeira sessão do do julgamento dos principais suspeitos das explosões de 11 de Março de 2004. Mohamed "O Egípcio" afirma não reconhecer a autoridade do tribunal.
15 de Fevereiro de 2007 às 11:35
Rabei Osman El Sayed, Mohamed "o Egípcio" como é conhecido, foi detido em Milão a 17 de Junho de 2004 e considerado um dos autores materiais do massacre. Esta manhã, foi o primeiro dos 29 arguidos a ser chamado pelo colectivo de juízes para ouvir os seus direitos e as acusações que pendem sobre si.
"Não reconheço nenhuma acusação, nenhuma denúncia e com todo o respeito ao senhor presidente e aos senhores magistrados não vou responder a nenhuma pergunta, inclusivamente perguntas que me sejam feitas pelo meu próprio defensor", disse "O Egípcio" no início do julgamento.
O juiz presidente do colectivo que está a conduzir o processo, Javier Gomez Bermudez, tinha antes lido as acusações que pendem sobre o arguido, as penas de quase 39 mil anos de cadeia que pede a acusação e os seus direitos.
O juiz pediu a "O Egípcio" para que se declarasse "culpado ou inocente" das acusações e perante a continuada recusa do arguido em não responder a qualquer pergunta Bermudez ordenou que regressasse à cela blindada, existente na sala de audiências, onde estão outros 18 arguidos do processo, que se encontram em prisão preventiva.
Onze outros arguidos, que estavam em liberdade condicional, estão ao lado dessa cela.
Na primeira fase do julgamento, o colectivo de juízes chamará cada um dos arguidos a quem informará das acusações que pendem sobre si e dos seus direitos, para que se declarem culpado ou inocente.
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