“O PSD está no limite do que pode ajudar o País”

O líder social-democrata explicou esta quarta-feira as razões do acordo que fez com o PS, enaltecendo que o compromisso assumido não compromete o projecto de Governo alternativo do maior partido da Oposição.
19.05.10
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“O PSD está no limite do que pode ajudar o País”
Passos Coelho diz que Governo se está a portar como se estivesse em fim de legislatura Foto Jorge Paula/CM

“O PSD está no limite do que pode ajudar o País a ultrapassar esta situação. Tendo em conta que não é Governo”, sublinhou Pedro Passos Coelho.

Em entrevista à TVI, o líder do PSD reiterou que Portugal estava na iminência de poder sofrer dificuldades de acesso a financiamento externo, algo que levou ao compromisso que terá de ser analisado a cada três meses.

Mais: Pedro Passos Coelho disse que o País precisa do aumento de impostos porque não o fazer tornaria a situação económica "insustentável".

“O PSD sabe que estas medidas eram indispensáveis. A razão porque aumentamos os impostos é porque ninguém acredita que o País vai fazer o trabalho de casa em meio ano”, justificou. No entanto, disse acreditar que se o compromisso for concretizado nos próximos seis meses “não será necessário manter os impostos nos níveis em que eles estão”. Passos Coelho realçou que o PSD acedeu o seu voto que esta subida fiscal se prolongasse até ao fim de 2011 e não para lá disso, como deixou entretanto em aberto José Sócrates.

“Não fizemos nenhum acordo de Governo”, referiu na conversa conduzida por Constança Cunha e Sá.

Num discurso dominado pela justificação sobre o acordo com Sócrates, Passos Coelho reiterou: “Não aceitava ser responsabilizado de deixar o País afundar-se. O primeiro-ministro tinha-se comprometido em Bruxelas a reduzir o défice em mais de 1%.” Apesar da decisão ter sido rápida, o líder social-democrata diz que foi bem reflectida.

Primeiro-ministro não tem explicado bem a situação do País.

“Não podemos apenas aumentar os impostos. É preciso reduzir na despesa”, disse ainda sobre o rumo a tomar na governação. Quanto à possibilidade de haver um corte nas remunerações da Função Pública, o responsável reconheceu que essa medida só será equacionada “se tudo o mais falhar”.

“Senão tivessemos feito o acordo, hoje o País estava a enfrentar a bancarrota”, considerou.

Pedro Passos Coelho tocou ainda no tema das obras públicas, salientando ser “incompreensível” a manutenção de novos grandes preojectos. No entanto, precisou que o tema, que envolve o TGV e a terceira travessia do Tejo, não estava contemplado no acordo. No seu entender, “só uma brincadeira de mau gosto” pode justificar colocar em cima da mesa mais obras públicas.

“Este Governo está a comportar-se como se estivesse em fim de legislatura, quando está no começo”, rematou, para considerar que “o País pagará caro se o primeiro-ministro não mudar” a sua visão do País.

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