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Correio da Manhã

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Obra da historiadora Luísa de Paiva Boléo salienta papel mediador de D. Maria II

"Foi a ponte entre as incertezas dos 'liberalismos' e as 'certezas' dos constitucionalistas".
26 de Junho de 2014 às 10:37

A historiadora Luísa de Paiva Boléo, na sua biografia da rainha D. Maria II, realça o papel mediador da soberana, que foi "a ponte entre as incertezas dos 'liberalismos' e as 'certezas' dos constitucionalistas".

A biografia, intitulada 'D. Maria II, a Rainha Insubmissa', apresenta como novidade o texto na íntegra das cartas trocadas entre a soberana e o seu ministro de confiança, António da Costa Cabral, conde de Tomar, "onde demonstra um lado menos conhecido da mulher por detrás monarca", escreve a historiadora.

Para Paiva Boléo, nestas cartas, a rainha "mostra-se algo insegura e é patente a grande confiança que nele depositava, ultrapassando, nestes bilhetinhos, um comportamento provavelmente menos próprio de uma rainha com o seu ministro".

Em várias cartas, D. Maria II dirige-se a Costa Cabral como "meu querido conde" e despede-se invariavelmente com a fórmula "sua amiga", nelas dá conta da sua preocupação pela saúde do ministro, como sente a sua ausência nos serões do paço e agradece-lhe os "pêssegos magníficos" e as queijadas.

D. Maria II, nascida no Brasil, proclamada rainha legítima de Portugal aos sete anos, "foi uma pioneira" e, "sem ter consciência disso, começou a construir as fundações do edifício de Portugal democrático, que assistiu ao falhanço da 1.ª República, seguido de um regime ditatorial sem eleições livres, a que se seguiu o 25 de Abril de 1974", afirma a historiadora que aponta a monarca como "figura essencial da história" de Portugal.

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