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Correio da Manhã

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OCDE: Dívida portuguesa a subir pelo menos até 2015

Previsão da OCDE contraria o otimismo do Governo português.
6 de Maio de 2014 às 10:15
Jose Angel Gurria, secretário-geral da OCDE
Jose Angel Gurria, secretário-geral da OCDE FOTO: AFP/Getty Images

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) antecipa que a dívida pública de Portugal continue a subir pelo menos até 2015, alertando que "existe um risco de deflação", o que dificultará ainda mais a redução da dívida.

De acordo com o 'Economic Outlook' da OCDE, hoje divulgado, a dívida pública portuguesa, segundo os critérios de Maastricht, deverá atingir os 130,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e voltar a subir em 2015, para os 131,8%.

Esta previsão contraria o otimismo do Governo, que espera que a trajetória em alta da dívida pública comece a inverter-se em 2015: no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), divulgado na semana passada, o Executivo previa que, depois de chegar aos 129% do PIB em 2013, a dívida pública atingisse os 130,2% em 2014, recuando para os 128,7% no próximo ano.

Portugal tem de adotar cortes anuais de 1,9% até 2030

Portugal vai ter de adotar medidas de consolidação orçamental até 2030, de 1,9% ao ano, em média, para conseguir reduzir a dívida pública para os 60% do Produto Interno Bruto (PIB), estimou a OCDE, que calcula que Portugal está no grupo de países que precisa de consolidação orçamental até 2030 para cumprir o objetivo de dívida pública, mas que já antecipou uma parte considerável dessa consolidação.

Organização espera que Portugal cresça 1,1%

A OCDE está menos otimista do que o Governo e a 'troika' quanto à evolução da economia portuguesa, antecipando um crescimento mais modesto tanto em 2014 como em 2015, de 1,1% e 1,4% respetivamente.
O Governo estima um aumento de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e um crescimento de 1,5% em 2015, segundo as previsões anunciadas no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) e já incluídas nos relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia sobre a 11.ª avaliação regular ao programa de resgate.

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