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OE2016: PCP diz que sempre discordou de redução da TSU

Comunistas sublinham medidas acordadas com PS.
Lusa 5 de Fevereiro de 2016 às 17:24
João Oliveira, líder parlamentar do PCP
João Oliveira, líder parlamentar do PCP FOTO: Lusa

O PCP frisou esta sexta-feira que sempre discordou da redução de receitas da Segurança Social, através da descida da Taxa Social Única (TSU), destacando que a proposta de Orçamento do Estado para 2016 (OE2016) incorpora medidas discutidas em conjunto com o PS.

"Nós nunca acompanhámos a ideia de que o aumento dos salários deveria ser feito à custa da redução das receitas da Segurança Social ou da TSU e, portanto, o aumento dos salários tem de ser um objetivo assumido, a ser concretizado com uma política geral de valorização dos salários, em particular com o aumento do salário mínimo para os 600 euros", afirmou o líder parlamentar comunista, João Oliveira, no parlamento, minutos após a entrega formal do OE2016.

Antes, a Lusa noticiara que o Governo deverá adiar para 2017 a entrada em vigor da descida da taxa social única (TSU) para salários até 600 euros e que, em 2016, haverá saldo negativo entre entradas a saídas de trabalhadores na administração pública.

O deputado do PCP voltou a adiar o anúncio do sentido de voto da proposta de OE para "momento oportuno", a fim de "apreciar integralmente a proposta", que "tem 215 páginas, mais articulado e mapas".

"O orçamento é um orçamento do Governo, apresentado pelo Governo. Aquilo que o PCP fez e continuará a fazer foi aquilo com que se comprometeu - o exame comum do orçamento do Estado. Há um conjunto de matérias que elenquei que, obviamente, resultam da intervenção do PCP, de propostas discutidas e rediscutidas. Foi possível confirmar que são matérias que constam do orçamento", destacou João Oliveira.

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