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Correio da Manhã

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Oito anos de discursos de Cavaco Silva, com situação do país em fundo

Presidente da República aproveitou para fazer apelos, lançar alertas ou meros diagnósticos.
8 de Junho de 2014 às 09:11

Em oito anos, os discursos do 10 de Junho do Presidente da República têm tido como nota comum a análise da situação do país, com Cavaco Silva a aproveitar para fazer apelos, lançar alertas ou meros diagnósticos.

Em 2013, a pouco menos de um ano do final do programa de ajustamento, o chefe de Estado centrou parte do discurso no futuro que se "avizinhava", repetindo os alertas sobre a urgência de preparar o período 'pós-troika', antecipando desafios.

No ano anterior, em Lisboa, a mensagem já tinha sido de esperança, embora cautelosa, com Cavaco Silva a apontar "sinais" que permitam ter confiança no futuro.

O desemprego ocupou lugar de destaque no discurso de 2012, com o chefe de Estado a instar as autoridades portuguesas e europeias a colocarem o problema no "topo das prioridades".

Em 2011, em Castelo Branco, o ambiente que se vivia cinco dias depois das eleições legislativas antecipadas que ditaram o fim do Governo socialista de José Sócrates com a vitória do PSD terá levado o Presidente da República a optar por uma intervenção muito mais 'contida', deixando apenas uma nota sobre a situação do país no final da intervenção.

A contrastar, um ano antes, o discurso em Faro tinha sido bastante mais 'duro', com o Presidente da República a não poupar nas palavras para descrever a situação do país como "insustentável" e apelando ao estabelecimento de um "contrato de coesão nacional".

Em 2009, em Santarém, a poucos meses de eleições autárquicas e legislativas, o chefe de Estado refletiu sobre a crise financeira, considerando que o país poderia fazer do "tempo de provação um tempo de esperança" e defendendo "uma visão estratégica de médio e longo prazo, uma visão alheia a calendários imediatos, que poderiam comprometer o futuro e tornar inúteis os sacrifícios que a hora exige".

Há seis anos, em 2008, Cavaco Silva falou em Viana do Castelo do "universalismo português", alertando para que "um país onde as instituições não sejam fiáveis, que não cresça e não inove e sem uma escola de onde saiam elites" dificilmente pode aspirar a uma intervenção relevante no plano externo.

Em 2006 e 2007, Cavaco Silva recuperou uma mensagem muito utilizada por si durante a campanha para as presidenciais, insistindo no apelo ao inconformismo.

Um ano antes, no Porto, o chefe de Estado tinha exortado os portugueses a não se resignarem face às dificuldades do país, porque "isso seria indigno do nosso passado, um desperdício do nosso presente e o adiar do nosso futuro".

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