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Correio da Manhã

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Oliveira e Costa acusa Dias Loureiro (EM ACTUALIZAÇÃO)

Oliveira e Costa afirmou na Comissão Parlamentar que Dias Loureiro chegou a apresentar-se publicamente como presidente do BPN. “Chegou a afirmar a uma personagem pública que, dentro de seis meses serei presidente do BPN”. “Não posso calar estes factos”, adiantou o ex-presidente do Banco.


26 de Maio de 2009 às 18:45
Antigo presidente do BPN foi condenado por fraude
Antigo presidente do BPN foi condenado por fraude FOTO: d.r.

"O mandato de Dias Loureiro no grupo [SLN] terminou como começou: a criar problemas, mas negando sempre estar na origem da sua génese", referiu Oliveira e Costa aos deputados da comissão parlamentar de inquérito.

'O Dr. Dias Loureiro  logo que regressou ao banco procurou-me para dizer que lhe tinha feito sentir que a supervisão estava constantemente a superviosionar o BPN' 'António Marta  repudiou  a queixa porque  dizia que o Banco de Portugal  estava em todos os bancos', afirmou Oliveira e Costa. 

'O Dr. Dias Loureiro  logo que regressou ao banco procurou-me para dizer que lhe tinha feito sentir que a supervisão estava constantemente a superviosionar o BPN' 'António Marta  repudiou  a queixa porque  dizia que o Banco de Portugal  estava em todos os bancos', afirmou Oliveira e Costa. 

Cadilhe na mira de Oliveira e Costa 

Oliveira e Costa afirmou na Comissão Parlamentar que a entrada de Miguel Cadilhe para a o Grupo SLN “custou 2,5 vezes mais do que aquilo que eu ganhei durante 10 anos no BPN”.

Aquele responsável afirmou ainda que tentou ter uma reunião com Miguel Cadilhe para lhe dar conta dos confrontos que se passavam no interior do BPN, mas Cadilhe não aceitou. “Um dia vais arrepender-te”, disse Oliveira e Costa a Miguel Cadilhe.

Árabes quiseram comprar BPN 

Cerca de 30 minutos depois da hora prevista, Oliveira e Costa começou o seu testemunho desta terça-feira no Parlamento, afirmando que o embaixador El Rachid, representante dos interesses sauditas e do reino da Jordânia mostraram interesse em comprar o BPN, mas que um grupo de accionistas da SLN inviabilizaram a transacção. 

Oliveira e Costa adiantou que recorreu aos americanos da Carlyle para concretizar a venda do BPN, depois de se ter gorado o negócio com os sauditas. Aquele responsável falou “num acordo secreto” entre 10 accionistas de referência para só venderem as acções do BPN ao preço de 3,2 euros por acção.

EX-presidente do BPN acusa conselheiros 

O ex-presidente do BPN acusou Joaquim Coimbra e Joaquim Nunes de prepararem o “desmantelamento do Grupo SLN”. No dia 17 de Dezembro de 2007 existiu uma reunião do Conselho Superior a pedido de Oliveira e Costa para analisar a propostas que a Carlyle tinha para o BPN. Os conselheiros do BPN reiteraram o preço de 3,2 euros por acção. 

Oliveira e Costa acusou directamente Joaquim Coimbra de se ter “vingado” ao inviabilizar a venda do BPN e de alimentar as notícias dos jornais sobre o Banco.

O ex-presidente do BPN, que se encontra detido, disse que deu conhecimento ao Governo das preocupações e das intenções dos accionistas para o futuro do BPN. A Carlyle veio a Lisboa para negociar o BPN, exigindo a presença do accionista Joaquim Coimbra. Segundo Oliveira e Costa, Coimbra faltou ao encontro com os americanos alegando que estava numa acção política acompanhando Manuela Ferreira Leite. Uma situação que terá levado o grupo americano a desistir da compra do banco.

A imprensa começa, em Setembro de 2008, a dar notícia de um “buraco” de 900 milhões de euros no BPN.

No dia 2 de Outubro de 2008 o Grupo BPN enviou uma carta ao Banco de Portugal pedindo a autorização para a celebração da contrato de aquisição com os líbios. De acordo com Oliveira e Costa, os líbios estavam dispostos a adquirir mais de 51 por cento da SLN, podendo ir até 80 por cento. O preço era de dois euros por acção para os papéis da SLN SGPS e de 1,8 euros para a SLN Valor.

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