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ONU avisa que Iémen está "à beira da guerra civil"

O Conselho de Segurança das Nações Unidas afirmou o apoio unânime ao presidente do Iémen.
22 de Março de 2015 às 23:05
A ONU enviou Jamal Benomar para o Iémen
A ONU enviou Jamal Benomar para o Iémen FOTO: Khaled Abdullah/ Reuters
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) afirmou este domingo o apoio unânime ao presidente do Iémen, Abedrabbo Mansour Hadi, país que "está à beira da guerra civil", segundo o enviado especial da organização ao país.

Num comunicado conjunto no final de uma reunião de emergência sobre o escalar de violência no Iémen, os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU reafirmam "o seu forte compromisso perante a unidade, soberania, independência e integridade territorial do Iémen, e o compromisso de apoiar o povo do Iémen".

Dirigindo-se ao Conselho de Segurança por vídeo através do Qatar, o enviado especial da ONU ao Iémen, Jamal Benomar, que tentou mediar o conflito por vários meses, alertou que os eventos recentes demonstram que o país está "à beira de uma guerra civil".

Admitindo que o Iémen se encaminhe para "mais e mais violência", Jamal Benomar apelou a "todas as partes" que "analisem a gravidade da situação" e que "parem com todas as hostilidades", defendendo que "o diálogo pacífico é a única solução".

O Conselho de Segurança "apoia a legitimidade" de Abedrabbo Mansour Hadi, tendo também feito uma vaga ameaça de sanções contra a milícia xiita dos Hutis, que assumiu hoje o controlo do aeroporto de Taiz, no sudoeste, e a segunda maior cidade do Iémen, e começou a enviar forças para Aden, onde reside o Presidente iemenita.

A situação no Iémen deteriorou-se nos últimos meses, depois de os Hutis terem tomado o controlo de Sanaa e forçado o Abedrabbo Mansour Hadi a fugir para a principal cidade do sul.

Na sexta-feira, um ataque suicida reivindicado pelo autodenominado Estado Islâmico matou 142 pessoas e provocou 351 feridos em Sanaa. No sábado, os Estados Unidos retiraram as suas forças militares da base aérea de Al-Anad, no sul do Iémen, por razões de segurança.

O Conselho de Segurança "condena as continuadas ações unilaterais dos Hutis, que minam o processo de transição política no Iémen e que comprometem a segurança, a estabilidade, a soberania e a unidade do Iémen", concluiu.
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