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Correio da Manhã

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Operação contra PGR

A operação pela qual se conseguirá, enfim, o descrédito definitivo do Ministério Público e o fundamento para a substituição do procurador-geral foi conduzida com mestria.” Foi assim que José António Barreiros, advogado das vítimas da Casa Pia, classificou o caso dos registos de chamadas de altas individualidades do Estado.
15 de Janeiro de 2006 às 01:17
No blogue ‘A Revolta das Palavras’, o causídico ironiza e diz que o caso passou de “um monumental e gravíssimo escândalo de escutas telefónicas a altas figuras do Estado” a um “raquítico lapso de um funcionário da PT”. “Se a culpa parecia ser, afinal, a dos procuradores que não sabiam ver coisas escondidas em CD, o objectivo, que não podia perder-se era o PGR, sem perdão, ter de ir à mesma para a rua, e já!”, escreveu o advogado, acrescentando: “Estão de parabéns todos os que contribuíram para o efeito! O dr. Souto Moura é um homem bom e sério. Mas como tudo isso se tornou ridiculamente irrelevante no País em que vivemos e para o cargo em que ainda está”.
Também o presidente do sindicato dos Magistrados do Ministério Público afirmou que o caso “teve um fim político evidente”: “Levar o PGR à demissão ou à demissão do PGR”. António Cluny referiu que “há coincidências a mais” e reiterou que os magistrados do processo “não sabiam que estes números existiam”.
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