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Operação furacão já constituiu 100 arguidos

A ‘Operação furacão’, de investigação a empresas e instituições financeiras, já constituiu cerca de cem arguidos, suspeitos de fraude fiscal agravada, abuso de confiança e branqueamento de capitais, revela a edição deste sábado do jornal ‘Público’.
20 de Janeiro de 2007 às 12:32
Segundo uma fonte do Departamento Central de Investigação e de Acção Penal (DCIAP), citada pelo matutino, numa avaliação provisória, o valor dos impostos em falta, em sede de IRS e IRC, pode ascender a “várias dezenas de milhões de euros’ .
O ‘Público’ recorda que a investigação está centrada nos anos de 2003 a 2005, e que se trata da maior operação que até agora visou em simultâneo instituições financeiras e empresas de vários sectores, como os têxteis e a construção civil.
Ainda em relação a esta acção do DCIAP, a edição de hoje do semanário ‘Expresso’ noticia, por outro lado, que o processo pode perder as provas mais importantes, por estas terem sido obtidas em buscas realizadas sem as devidas autorizações.
Segundo o semanário, o Ministério Público apreendeu milhares de registos bancários e contabilísticos sem as devidas autorizações, o que poderá servir de argumento aos arguidos para pedirem a anulação de toda a investigação. A apreensão dos documentos pode ser considerada ilegal, porque, na altura em que as buscas foram realizadas, apenas havia indícios de crime contra duas empresas, mas foram apreendidos documentos relativos a 200 firmas.
Segundo a Procuradora-geral adjunta e directora do DCIAP, Cândida Almeida, citada pelo 'Expresso', "os mandados estão rigorosamente de acordo com as exigências do Código Penal".
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