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Oposição venezuelana pede diálogo "de urgência" a Maduro

Capriles Radonski quer um alívio das tensões sociais e políticas no país.
Lusa 19 de Dezembro de 2015 às 02:22
Henrique Capriles Radonski, líder da oposição venezuelana
Henrique Capriles Radonski, líder da oposição venezuelana FOTO: EPA

O líder da oposição venezuelana Henrique Capriles Radonski apelou este sábado ao Presidente Nicolás Maduro para convocar "de urgência" os diferentes setores da sociedade para um diálogo nacional que alivie as tensões sociais e políticas no país.

"O panorama nacional é extremamente complexo. É uma bomba que em qualquer momento pode explodir e ninguém quer que aconteça algo assim (...). Nestes dias do Natal, o Governo tem uma oportunidade para baixar a conflitualidade que se sente nas ruas, convocando um diálogo com todos os setores do país e com os deputados [da oposição] eleitos para procurar soluções para a crise e dar a liberdade aos presos políticos", disse Capriles Radonski.

O também ex-candidato presidencial falava numa conferência de imprensa, em Caracas, durante a qual sublinhou que a "situação da Venezuela é de urgência".

"Há que tomar ações porque 2016 prevê-se difícil. Estamos a terminar este ano com 40% de escassez [de produtos] e 200% de inflação, os índices mais altos do planeta. Além disso, as importações caíram drasticamente por falta de divisas [dólares para importar] e a produção nacional está paralisada", disse.

Criminalidade violenta
Capriles Radonski sublinhou que "a economia do país está em queda, em recessão pelo terceiro ano consecutivo", o preço do barril do petróleo venezuelano caiu para 29 dólares e o país "não tem entrada de divisas de outras fontes".

"O país está como um doente, em terapia intensiva, a solução não é dar-lhe uma aspirina ou gritar-lhe para que se levante da cama. O país clama por um diálogo, pede soluções, necessita de reencontro e reconciliação. Em qualquer parte do mundo, com democracia, é lógico que o Governo e a oposição tenham canais de comunicação para avaliar temas, chegar a pontos de coincidência e tomar medidas que beneficiem a população", frisou.

Por outro lado, alertou que para além das dificuldades económicas, os venezuelanos estão preocupados com questões como a insegurança.

"A criminalidade é como num país em guerra. Todos os dias caem assassinados 50 venezuelanos, este é um valor recorde", afirmou.

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