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Órgão anticorrupção da China inicia depuração interna

Investigadores vão ser submetidos a medidas de supervisão mais duras.
Lusa 9 de Janeiro de 2017 às 04:21
Bandeira da China
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O órgão anticorrupção da China, a Comissão Central para a Inspeção de Disciplina do Partido Comunista, iniciou uma depuração interna após mais de três anos de campanha em que puniu responsáveis governamentais, militares e empresários.

Segundo a imprensa oficial chinesa, os mais de 500 mil investigadores de casos de corrupção do país vão ser submetidos, a partir de agora, a medidas de supervisão mais duras, com a aprovação, no domingo, de uma nova normativa sobre a sua atividade.

Esta regulação foi adotada no encerramento de um encontro da Comissão em que também foi decidido afastar dois dos seus membros, Wang Zhongtian e Li Jianbo, acusados de "violações disciplinares", expressão usada pelas autoridades para se referirem aos casos de corrupção.

Wang foi assistente de outro alto cargo comunista caído em desgraça por corrupção, o já condenado a prisão perpétua Ling Jihua -- braço direito do antigo Presidente Hu Jintao -- e, perante suspeitas de má conduta, foi retirado de todos os seus cargos no Partido Comunista, no domingo.

Li, por seu lado, foi obrigado a renunciar à sua posição na Comissão Central para a Inspeção de Disciplina.

As novas normas não foram publicadas, mas a imprensa oficial avançou que regulam de forma mais apertada a investigação dos casos, incentivando as gravações dos interrogatórios e evitando interferências externas, e a gestão do dinheiro recuperado.

Foi também proposto o estabelecimento de uma nova comissão nacional de supervisão, que integre o trabalho das diferentes agências governamentais que na atualidade investigam os casos de corrupção, e a criação de uma lei específica sobre a matéria.

"A confiança não pode substituir a supervisão", afirmou, em comunicado, o órgão anticorrupção, hoje citado pelo diário oficial China Daily.

O Presidente chinês, Xi Jinping, também secretário-geral do Partido Comunista, participou na sexta-feira na abertura do encontro da comissão e fez um balanço da campanha anticorrupção, iniciada desde a sua subida ao poder há quase quatro anos.

"O objetivo de assegurar que os funcionários não se atrevem a ser corruptos foi basicamente cumprido", disse Xi, sublinhando que as práticas corruptas "foram efetivamente contidas".

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