Os prejuízos deste caso já somam os vários milhões de euros.
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Os supermercados na Holanda e na Alemanha estão a retirar das prateleiras milhões de ovos suspeitos de estarem contaminados com um pesticida tóxico, após um alerta lançado esta quinta-feira pelas autoridades de segurança alimentar holandesas.
Albert Heijn, a rede de supermercados mais importante da Holanda, "parou a comercialização de 14 tipos de ovos, seguindo as indicações" do organismo holandês responsável pela segurança alimentar e sanitária (NVWA), referiu, em declarações à agência noticiosa francesa France Presse (AFP), a porta-voz da cadeia de distribuição, Els van Dijk.
"Todos estes ovos serão devolvidos e destruídos", prosseguiu a porta-voz, indicando que este caso é uma "situação inédita" na história da rede de supermercados holandesa.
De acordo com a AFP, várias redes de supermercados alemães, como as cadeias de distribuição Lidl ou Rewe, também deixaram de comercializar os ovos oriundos de várias explorações avícolas holandesas.
Segundo o sindicato holandês de criadores de aves, os prejuízos deste caso já somam "os vários milhões de euros".
O NVWA lançou esta quinta-feira um alerta alimentar por suspeita de contaminação de ovos com Fipronil, um pesticida utilizado para eliminar ácaros e insetos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera tóxico para o uso humano.
O organismo holandês responsável pela segurança alimentar, que abriu entretanto uma investigação sobre o caso, afirmou que esperava terminar esta quinta-feira todos os trabalhos de controlo em cerca de 180 explorações avícolas na Holanda que supostamente terão utilizado Fipronil.
Com base nestes trabalhos de controlo, o organismo ordenou o encerramento das primeiras explorações no passado dia 22 de julho.
A imprensa holandesa está a relatar que o NVWA deu informações contraditórias sobre este caso.
Num primeiro momento, o organismo disse que os níveis de pesticida utilizados não representavam um risco para a saúde pública, mas depois lançou um alerta sobre uma série específica de ovos, recomendou a sua retirada do mercado e aconselhou que estes produtos não deviam ser consumidos até novo aviso.
A par de serem comercializados na Holanda, o organismo confirmou que os produtos em questão eram exportados para a Alemanha.
Em Bruxelas, a União Europeia (UE) afirmou estar a acompanhar o caso e disse que a situação estava "sob controlo".
"Estamos a acompanhar de perto os desenvolvimentos. As explorações foram identificadas e os ovos contaminados foram localizados e retirados do mercado, a situação está sob controlo", declarou a porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.
Este caso também está a ter repercussões na Bélgica, onde a Agência Federal de Segurança Alimentar (AFSA) foi informada em junho passado sobre a existência de ovos contaminados com Fipronil.
A AFSA decidiu abrir uma investigação "em colaboração com o Ministério Público", mas garantiu que nenhum ovo contaminado foi comercializado naquele país.
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