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Papa Francisco e presidentes palestiniano e israelita iniciaram oração

Os três lideres fazem oração pela paz no Médio Oriente
8 de Junho de 2014 às 18:17

O papa Francisco, o presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, iniciaram à hora marcada, 18:00 em Portugal, a oração pela paz no Médio Oriente.

A oração decorre nos Jardins do Vaticano, e o serviço religioso iniciou-se com uma oração em hebraico, divida em três segmentos, intercalados com interlúdios musicais.

As três delegações -- israelita, palestiniana e da Santa Sé - que acompanham os presidentes Shimon Peres, Mahmoud Abbas e o papa Francisco na oração pela paz no Médio Oriente têm dimensões diferentes e são sobretudo compostas por personalidades religiosas, mas também integram alguns políticos, de acordo com a lista distribuída pelo Vaticano.

Do lado israelita, a delegação de Shimon Peres integra 26 pessoas e é a maior das três. Vários rabinos integram a comitiva, entre os quais David Rosen, diretor geral dos assuntos religiosos da Comissão Judaica americana, Rasson Arussi, membro do grande Conselho de Rabinos de Israel, assim como o chefe espiritual dos drusos israelitas, o sheikh Moafaq Tarif, e o presidente da comunidade muçulmana de Israel, o sheikh Mohammad Kiwan.

A delegação integra ainda vários conselheiros do presidente e o seu médico pessoal.

Do lado palestiniano tem cerca de 15 pessoas, entre as quais alguns religiosos e personalidades políticas como Saeb Erakat, o principal negociador do lado palestiniano, Ziad Al-Bandak, conselheiro de Abbas para os assuntos religiosos, ou Hanna Amira, membro da direção da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e cristã.

O antigo patriarca de Jerusalém, Michel Sabbah, conhecido pelas suas posições firmes em defesa da causa palestiniana, e um bispo luterano, Monib Younan, integram também a delegação.

A comitiva da Santa Sé é composta por 20 personalidades. Para além do patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, a delegação inclui o metropolita Emmanuel, presidente da Assembleia dos Bispos Ortodoxos de França, o secretário de Estado Pietro Parolin, os cardeais franceses Roger Etchegaray e Jean-Louis Tauran (encarregados do diálogo inter-religioso) e o secretário do papa emérito Bento XVI, Georg Gänswein.

No regresso de uma peregrinação à Terra Santa, no final de maio, Francisco fez questão de esclarecer, junto dos jornalistas, a ideia de uma oração a três, à medida que cresciam as especulações sobre uma possível mediação do Vaticano.

"Talvez me tenha explicado mal... Este encontro para uma oração não vai ser uma mediação ou para encontrar soluções. Vamos estar juntos para rezar, é tudo. E depois, regressa cada um a sua casa", disse o papa.

O objetivo do papa é mostrar que as três religiões monoteístas têm raízes comuns e devem entender-se sobre a paz numa terra sagrada para as três. Por isso, Francisco deixou a oração do "Pai Nosso" no Muro das Lamentações, onde abraçou um rabino e um professor muçulmano.

A 25 de maio, em Belém, perante uma multidão de fiéis, Francisco anunciou o convite ao chefe de Estado de Israel e ao presidente da Autoridade Palestiniana "para se juntarem [com o papa] numa oração para pedir a Deus o dom da paz".

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