Sessão irá dar posse ao presidente do Governo.
A primeira sessão da votação de investidura do presidente do Governo espanhol arranca esta terça-feira no Congresso dos Deputados com um único ponto em agenda: o discurso do líder partidário convidado pelo Rei Felipe VI, o socialista Pedro Sánchez.
O secretário-geral do PSOE (segundo classificado nas eleições de 20 de dezembro, com 90 deputados) apresenta aos deputados espanhóis (a partir das 16h30) as linhas gerais do seu programa e do único acordo que assinou com outra força partidária, neste caso o Ciudadanos (centro-direita, 40 deputados).
O plenário desta terça-feira termina com o discurso de Sánchez e a sessão é retomada na quarta-feira, com os discursos dos líderes dos restantes partidos com assento parlamentar e a primeira votação.
Na primeira votação, o candidato a Presidente do Governo em Espanha necessita de maioria absoluta (pelo menos 176 deputados), um número que Sánchez apenas poderá conseguir se juntar aos seus deputados o voto favorável do Ciudadanos (como consta do acordo já assinado entre ambos) e o "Sim" de pelo menos uma destas forças: Podemos (64 assentos) ou PP (123 deputados). Tanto o partido de Pablo Iglesias como o de Mariano Rajoy já afirmaram que votarão contra Pedro Sánchez, pelo menos na primeira votação.
PP e Podemos vão votar contra o PSOE
Caso o nome do candidato socialista seja "chumbado" pelos parlamentares, a votação repete-se na noite de sexta-feira. Nessa votação, apenas necessita de maioria simples, ou seja mais votos "Sim" do que "Não". Ainda assim, mesmo nesse caso necessita da abstenção ou do Podemos ou do PP (que já indicaram que vão votar "Não").
A partir da primeira votação (quarta-feira, 02 de março) os deputados espanhóis têm dois meses para negociar e escolher um Presidente do Governo, sendo que o Rei Felipe VI pode convidar novos candidatos (eventualmente com maiores possibilidades de obter consensos) a partir da segunda votação. Caso não consigam fazê-lo, as Cortes Gerais (Congresso mais Senado, a câmara alta) são dissolvidas e convoca-se novas eleições, neste caso para 26 de junho.
O PSOE negociou um acordo de investidura com o Ciudadanos (que lhe dá um total de 140 deputados), ignorando uma proposta de governo de coligação feita pelo Podemos, em conjunto com os comunistas da Izquierda Unida (com a qual somaria pelo menos 161 votos).
Ao ver o PSOE a optar pelo centro-direita como parceiro, o Podemos anunciou que votaria contra Sánchez. Já o PP (que ganhou as eleições, mas sem maioria absoluta) aposta tudo em que os socialistas não consigam reunir os apoios necessários. Mariano Rajoy propôs liderar um governo de coligação PP-PSOE e Ciudadanos, mas os socialistas recusaram-se a negociar essa possibilidade, tendo optado por conseguir uma "solução à portuguesa".
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