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Correio da Manhã

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Paulo Portas rejeita coligações

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu este sábado “um CDS-PP independente, autónomo, com personalidade” face ao PSD e ao PS nas eleições legislativas e afirmou que o objectivo do partido é “libertar Portugal do socialismo”.
17 de Janeiro de 2009 às 15:56
Paulo Portas quer "libertar Portugal do socialismo"
Paulo Portas quer 'libertar Portugal do socialismo' FOTO: Manuel de Almeida/Lusa

“Não vamos pedir batatinhas a ninguém, vamos pedir votos com coragem”, disse o líder democrata-cristão na abertura do Congresso do partido que decorre este fim-de-semana nas Caldas da Rainha.

Portas lembrou que a estratégia foi inspirada na campanha do CDS-PP nas últimas eleições regionais dos Açores. “Começámos com o pé direito, a crescer. Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para que Portugal se liberte do socialismo”, disse.

“Eu quero um CDS independente, autónomo, com personalidade, isso significa uma consequência. Não vamos passar a vida a pensar o que queremos fazer com os outros partidos, vamos pensar o que queremos fazer por Portugal”, afirmou, recolhendo os aplausos dos congressistas.

Portas não fixou metas eleitorais, mas voltou a defender que “não é desejável uma maioria absoluta de um partido em Portugal”, por que isso “se transforma em arrogância e abuso”. “Maioria absoluta para quê? Para continuar a ser condescendente com o crime, com uma política de imigração irrealista”, questionou.

No seu discurso, as críticas a José Sócrates não faltaram e Portas voltou a defender que deve ser o primeiro-ministro a defender o Orçamento Suplementar no Parlamento, acusando o Governo de ter mentido aos portugueses relativamente às contas do país. O líder do CDS-PP prometeu, então, uma “oposição focada, responsável, de alternativa” e exigiu uma política económica “que implica apostar não apenas no investimento público mas também na redução de impostos”.

“NÃO HÁ DECISÃO” EM LISBOA

O líder distrital do CDS-PP de Lisboa, António Carlos Monteiro, garantiu que “não há nenhuma decisão tomada” sobre o eventual apoio do partido à candidatura social-democrata de Pedro Santana Lopes.

“Essa decisão será tomada no espaço e no tempo próprio que não é este congresso, há uma responsabilidade partilhada entre distrital, concelhia e direcção nacional e temos de esperar que o Congresso a eleja”, disse.

DISCURSO “GLOBALMENTE BOM”

Telmo Correia reagiu ao discurso do líder, considerando-o que “globalmente bom” e mostra “um Paulo Portas em forma”.

Questionado como deve o CDS-PP concorrer aos três actos eleitorais que este ano se disputam, o deputado defendeu que nas eleições legislativas e europeias o partido deve concorrer “sozinho com a sua própria agenda” e nas autárquicas “a decisão deve ser muito local”.

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