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PCP apela ao Governo para negociar descongelamento das carreiras militares

Jerónimo de Sousa defendeu a "reposição de direitos que os militares tinham e foram congelados".
23 de Abril de 2019 às 13:28
Jerónimo de Sousa, PCP
Jerónimo de Sousa
Deputados do PCP aliaram-se à direita parlamentar no IVA dos espetáculos
Jerónimo de Sousa, PCP
Jerónimo de Sousa
Deputados do PCP aliaram-se à direita parlamentar no IVA dos espetáculos
Jerónimo de Sousa, PCP
Jerónimo de Sousa
Deputados do PCP aliaram-se à direita parlamentar no IVA dos espetáculos
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, apelou esta terça-feira à negociação entre Governo e representantes do setor para o descongelamento das carreiras dos militares, entre outras matérias, após reunião com a Associação Nacional de Sargentos (ANS).

O líder comunista, na sede do partido, em Lisboa, defendeu a "reposição de direitos que [os militares] tinham e foram congelados, particularmente as carreiras, tal como noutros setores como as forças de segurança e administração pública".

"Estamos a falar de homens e mulheres que fizeram uma opção de participar nas Forças Armadas e têm esse imperativo constitucional de afirmação e defesa da soberania. Não responder a grandes questões que atingiram os militares não ajuda a resolver os problemas. Se reconhecem a razão de que houve esse congelamento, que privou os militares e seus familiares do que era justo, reafirmamos que é possível dar resposta, dialogando, na procura de soluções sem o taxativo do 'já'", disse.

Jerónimo de Sousa afirmou que "o que está em causa é a abertura de um processo de negociação e correspondente resultado e cumprir aquilo com que toda a gente está de acordo, incluindo o Governo, com a necessidade de repor esta injustiça".

"Enxoval que não vá com a noiva, tarde ou nunca aparece. Se o Governo reconhece a razão que assiste a estes militares, se existe uma disponibilidade negocial para a concretizar, então qual é a dificuldade?", questionou, criticando a "rigidez negocial" do executivo socialista também no que toca à devolução do tempo de serviço congelado aos professores.

Para o secretário-geral comunista, "o problema não é de falta de dinheiro, é de opções".

"São precisas opções, escolhas. Todos assistiram à grande disponibilidade do Governo para acudir, mais uma vez, aquele escândalo do Novo Banco, encharcando-o com mais umas centenas de milhões, para os desmandos da banca e banqueiros. Aí não houve dúvida nenhuma, avançou rapidamente o Governo", comparou.

O presidente da ANS, Lima Coelho, sublinhou as "preocupações" e a "disponibilidade para encontrar caminhos" relativamente ao "descongelamento de carreiras, regulamento de avaliação de mérito e recrutamento e retenção de militares, face à dificuldade de efetivos nas Forças Armadas", referindo-se à proposta de lei em preparação pelo Governo.

"Somos por encontrar soluções pela positiva e não sermos nós a criar a dificuldade. Este tipo de situações não depende apenas da boa-vontade de um dos lados. Tem de haver boa-vontade de ambos os lados", disse.
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