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PCP critica tentativa de condicionar manifestação

O PCP reagiu este sábado à declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares Augusto Santos Silva considerando que são uma "tentativa de última hora para condicionar a participação" na manifestação de professores que hoje se realiza e um "insulto" à figura de Álvaro Cunhal.
8 de Março de 2008 às 12:48
Francisco Lopes, deputado do PCP, afirmou que as acusações proferidas pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, revelam uma "clara desorientação do Governo PS que em vez do diálogo e da serenidade para encontrar soluções procura uma escalada verbal com novas linhas de confronto com os professores, os dirigentes e activistas sindicais".
Para aquele membro da comissão política do PCP, o partido não pode "deixar passar em claro o insulto à memória de Álvaro Cunhal", que classificou como uma "figura cimeira da luta pela liberdade e a democracia em Portugal".
O PCP reagia assim às declarações do ministro Augusto Santos Silva, proferidas ontem à noite, em Chaves, à entrada para uma reunião sobre os três anos de governação PS, que acusou os professores que participam na manifestação de hoje de "nem sequer saberem distinguir entre Salazar e os democratas" e de nem terem "lutado contra o fascismo".
"A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre. Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira", afirmou Santos Silva, acrescentando que estes "lutaram por ela antes do 25 de Abril contra o fascismo, e lutaram por ela depois do 25 de Abril contra a tentativa de tentar criar em Portugal uma ditadura comunista", sustentou.
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