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Correio da Manhã

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Pequim promete equilíbrio comercial

O ministro chinês do Comércio, Bo Xilai, prometeu esta terça-feira em Paris moderação nas exportações têxteis da China, nomeadamente para a Europa, declarando ser objectivo do seu governo "chegar a um equilíbrio comercial".
3 de Maio de 2005 às 16:10
O regime de quotas para as exportações de têxteis chineses para a Europa, em Janeiro deste ano, deu início a uma intensa polémica por receio de impacte negativo sobre a indústria têxtil comunitária.
Nos primeiros dois meses sem quotas, as exportações de têxteis chineses para a União Europeia aumentaram entre 50% a 534%, dependeno do tipo de produtos. A Comissão Europeia abriu um inquérito sobre nove categorias de produtos e quatro países produtores comunitários (França, Itália, Espanha e Grécia) pediram explicitamente a adopção de medidas de salvaguarda.
Com a Organização Mundial de Comércio a apelar ao diálogo e a avisar que dois meses de dados não são suficientes para ponderar medidas de excepção, Pequim e Bruxelas estavam (e podem ainda estar) em rota de colisão para uma guerra comercial. Hoje, em Paris, um ministro do governo comunista da China emitiu o primeiro sinal de moderação do lado de Pequim.
Bo Xilai declarou que o seu governo vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance "para impedir uma subida brutal" das exportações de produtos têxteis chineses para a Europa comunitária.
O ministro chinês disse que o objectivo é "atenuar a onda de choque (na UE) que poderia provocar uma exportação massiva de vestuário chinês" e "chegar a um equilíbrio comercial". A este propósito, prometeu que o abrandamento das exportações registado em Março e Abril (após dois primeiros meses de autêntica 'explosão' comercial) vai acentuar-se em Maio, Junho e Julho.
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