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Correio da Manhã

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Petróleo em alta

O preço do petróleo nos mercados internacionais de referência, Nova Iorque e Londres, subiu esta quarta-feira mais de dois dólares por barril, 'empurrado' pela quebra da capacidade de refinação nos EUA, por greves em França e pelo aumento dos receios de diminuição da oferta para o próximo Inverno.
28 de Setembro de 2005 às 17:37
A capacidade de refinação nos EUA, o maior consumidor mundial de combustível, vai permanecer diminuída em cerca de 15% durante as próximas duas semanas. Esta é a previsão hoje avançada pelas autoridades norte-americanas com base no cálculo de estragos feitos pelos furacões 'Katrina' e 'Rita'.
Neste cenário, os EUA produzem menos 1,3 milhões de barris de gasolina por dia, menos 700 mil barris de comsbutível destilado por dia e menos 400 mil barris de combustível para aviões por dia. Por esta razão, as autoridades norte-americanas reforçaram as importações de gasolina, mas as entregas podem não corresponder às expectativas, devido a greves na refinação em França, um dos principais países fornecedores de gasolina aos EUA.
A maior refinaria francesa, o 'parque' de Gonfreville, está debilitada por uma greve que ameaça alargar-se a todas as instalações da Total, o que implica o risco de diminuir a produção francesa para metade. Numa outra frente de combate laboral, trabalhadores da construção naval bloquearam o porto de Fos-Lavera, impedindo a atracagem de petroleiros e dessa forma quebrando o ritmo de chegada de petróleo às refinarias francesas.
Com as refinarias norte-americanas e francesas 'a meio gás' e o Inverno 'à porta', o preço do petróleo ressente-se. Esta quarta-feira, o preço do crude em Nova Iorque aumentou 2,03 dólares, para os 67,10 dólares por barril. Em Londres, mercado de referência para Portugal, o preço do petróleo aumentou 1,66 dólares, para os 64,63 dólares por barril.
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