Sánchez comprometeu-se a lançar "um programa de emergência social".
O líder do Podemos, Pablo Iglesias, qualificou esta terça-feira o discurso do candidato socialista, Pedro Sánchez, na primeira sessão de investidura como "dececionante", acrescentando que lhe "sabe" a "mais do mesmo".
Num discurso de cerca de 01:40 horas, o secretário-geral do PSOE e candidato socialista à investidura, Pedro Sánchez, criticou o imobilismo do PP de Mariano Rajoy - que acusou de bloquear as instituições ao recusar o convite do rei para formar governo - mas também acenou ao Podemos várias medidas que lhe são caras.
Assim, Sánchez comprometeu-se a lançar "um programa de emergência social", que prevê leis que garantam "um rendimento mínimo vital" (garantindo que todas as famílias poderão ter uma forma de rendimento), complementos salariais garantidos (para que tem salários baixos), subir o salário mínimo e um programa de combate à pobreza energética.
Por outro lado, agitou uma das outras "bandeiras" do Podemos: novas leis para impedir despejos por motivo de falta de pagamento de hipotecas e legislação mais restritiva para que os bancos não possam implementar certas cláusulas dos contratos de hipoteca com as famílias.
No entanto, se "piscou o olho" ao partido de Pablo Iglesias, também censurou algumas das suas atitudes ao longo dos 72 dias que passaram desde as eleições de 20 de dezembro. O Podemos recusou prosseguir negociações a partir do momento em que Sánchez escolheu assinar um acordo de investidura com o Ciudadanos.
Iglesias considerou que o PSOE teria de escolher entre um governo de esquerda ou um acordo com o centro-direita, não poderia ter os dois. O próprio Ciudadanos, receoso das exigências do Podemos, também está contra a inclusão de Iglesias no acordo.
Já o PP de Rajoy (que ganhou as eleições de 20 de dezembro com 123 deputados, mas sem maioria absoluta) sublinhou que o candidato socialista pediu diálogo, mas "recusou sempre sentar-se à mesa" com os "populares". Na sua conta do Twitter, Rajoy reafirmou a posição do PP: "A posição do nosso grupo parlamentar é clara: não a Pedro Sánchez".
Quanto ao Ciudadanos, partido com o qual o PSOE assinou o único acordo pós -eleitoral até ao momento (que ainda assim apenas lhe garante 130 votos, insuficientes numa primeira ou segunda votações), apenas se manifestou com uma posição simbólica: o seu líder, Albert Rivera, foi cumprimentar Sánchez com um aperto de mão mal este desceu da tribuna". Além dos deputados do PSOE, foi o único a fazê-lo.
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