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Correio da Manhã

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Polícia dispersa monges budistas

Centenas de soldados e polícias antimotim recorreram à força para dispersar centenas de monges budistas e jovens estudantes que se tinham concentrado perto do pagode Shwedagon, em Yangon (antiga Rangum), para preparar novos protestos pró-democracia contra o governo da antiga Myanmar. Fontes oficiais confirmaram a morte de três monges, depois de a Polícia ter entrado em acção.
26 de Setembro de 2007 às 16:13
Ontem, a Junta militar birmanesa enviou para as ruas da antiga capital centenas de soldados e polícias ameaçando usar a força para travar a vaga de protestos liderada pelos monges budistas, e hoje cumpriu a ameaça. Testemunhas relatam que polícias armados com bastões carregaram hoje sobre os manifestantes na antiga Rangum, batendo indiscriminadamente em estudantes e em monges budistas. No local estariam cerca de 700 manifestantes, na sua maioria jovens, que fugiram enquanto os soldados cercavam o sector.
De acordo com os media locais, citados pela agência de notícias EFE, pelo menos duas pessoas morreram e outra sofreu ferimentos na sequência de disparos efectuados pelos soldados.
Os incidentes começaram pelas 12h00 locais (6h30 em Lisboa), numa altura em que cerca de 500 monges se encontravam ainda no interior do pagode, local de onde têm partido diariamente as manifestações contra a Junta Militar que detém o poder, enquanto outros tentavam entrar no templo.
Os protestos pró-democracia têm-se repetido diariamente desde 17 de Setembro na antiga capital birmanesa e já se espalharam a outras cidades. A capital da Myanmar, país cujo nome foi mudado para Myanmar pela Junta Militar, foi colocada terça-feira em regime de recolher obrigatório e o acesso ao centro foi restringido, numa situação semelhante à declaração do estado de emergência.
BROWN PEDE REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DO CONSELHO DE SEGURANÇA
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu ao início desta tarde uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para analisar a situação na Myanmar.
“Espero que o Conselho de Segurança se reuna imediatamente, hoje, para discutir a questão e ver o que pode ser feito”, declarou o governante britânico, sublinhando que, “a primeira coisa que podemos fazer é enviar o emissário da ONU à Myanmar. Espero que ele possa avisar directamente o regime birmanês de que qualquer violação dos direitos humanos será feita à vista do mundo inteiro e não mais será aceite”.
Brown frisou ainda a “extrema importância” da pressão internacional e voltou a referir-se à necessidade da União Europeia adoptar sanções contra a junta militar.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Kouchener, anunciou, entretanto, que o Conselho de Segurança da ONU irá reunir-se de emrgência esta tarde.
ITÁLIA PEDE REUNIÃO DA UE
Romano Prodi, primeiro-ministro italiano, revelou esta quarta-feira que vai pedir a Lisboa, que ocupa actualmente a presidência da União Europeia, uma reunião de emergência dos 27 para estudar a situação na Myanmar.
Prodi quer que a UE assuma uma posição e reforce a pressão sobre o regime militar naquele país.
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