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Portas devia retratar-se da "geringonça" só ameaçada por Bruxelas - Jerónimo

Lusa 21 de Maio de 2016 às 05:00

O líder comunista considerou que o ex-presidente do CDS-PP errou ao adotar "geringonça" para designar os acordos parlamentares que viabilizaram o Governo PS, dos quais tem "visão positiva", embora sob ameaça "insanável" devido aos constrangimentos impostos por Bruxelas.

Jerónimo de Sousa, em entrevista à Agência Lusa no recinto da Festa do "Avante!", cuja 40.ª edição decorre entre 02 e 04 setembro, vincou o projeto alternativo do PCP - controlo público da banca, renegociação da dívida e preparação para saída do euro.

"É uma expressão dita por Paulo Portas, na altura em que ainda estava muito zangado com a solução política encontrada. Procurou minimizá-la e desvalorizá-la, foi esse o sentido da adjetivação que arranjou. Relevante, de facto, é que, tal como Passos Coelho, se enganaram porque estavam sempre, a cada dia - ou era o orçamento ou a União Europeia ou os mercados ou as agências de rating -, permanentemente, 'agora é que é, agora é que é' [o fim]... E, afinal, não tem sido. Acho que devia retirar a caracterização e classificação que fez", afirmou, referindo-se ao aproveitamento do ex-líder centrista da expressão do colunista Vasco Pulido Valente.

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