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Portugal mais do que duplica produção do leite em 36 anos

País passou das 970 mil toneladas de 1980 para dois milhões de toneladas em 2015.
Lusa 14 de Outubro de 2016 às 12:24
Portugal, Instituto Nacional de Estatística, INE, União Europeia, economia, negócios e finanças, agricultura e pescas, agricultura
Portugal, Instituto Nacional de Estatística, INE, União Europeia, economia, negócios e finanças, agricultura e pescas, agricultura FOTO: Correio da Manhã

Portugal mais que duplicou a produção de leite entre 1980 e 2015, passando das 970 mil toneladas de 1980 para dois milhões de toneladas em 2015, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O nível mais elevado de autossuficiência foi atingido em 2015 (112,5%), sinaliza o instituto em estatísticas publicadas sobre produção e consumo de leite de 2015.

Para este resultado contribuiu não apenas o aumento da produção, mas ainda a redução de consumo de leite, que em 2015 foi de 71 kg por habitante/ano, o valor mínimo obtido desde 1985 e inferior em 11,7 kg ao consumo médio verificado nos 36 anos em análise.

O INE sinaliza também uma "profunda restruturação do setor" que em 25 anos (1989-2013) aumentou em mais de oito vezes a dimensão média do efetivo por exploração (de quatro vacas leiteiras para 34) e promoveu a especialização a um nível capaz de competir com os parceiros europeus", destaca a publicação do INE.

Portugal tornou-se, a partir de 1985, também autossuficiente em manteiga, mas, pelo contrário, aumentou o défice relativo a iogurtes e queijo (graus de autoaprovisionamento em 2015 de 47,0% e 69,6%, respetivamente).

"Estes dois produtos foram os principais responsáveis para que, no conjunto leite e produtos lácteos, o país apresentasse em 2015 um saldo negativo de 198 milhões de euros", refere o INE.

Com o fim do regime de quotas leiteiras em abril de 2015, os resultados disponíveis para o primeiro semestre de 2016, revelam que a União Europeia produziu mais leite que no mesmo período dos anos precedentes, sinaliza o INE.

De acordo com o instituto, em 2016, os principais constrangimentos decorrem das variações negativas de maior amplitude do índice de preços à produção de leite quando comparadas com a evolução do índice de preços dos alimentos para animais.

"Esta menor variação relativa dos preços na produção pode refletir a pressão exercida pela grande distribuição (expressa pela menor volatilidade das variações do índice de preços ao consumidor) que afeta a distribuição do rendimento pela cadeia de valor", refere.

Segundo o INE, apesar do aumento global da produção de leite na União Europeia, no primeiro semestre de 2016, no caso dos pequenos países como Portugal, observou-se uma diminuição da recolha de leite de 3,7%, segundo informação previsional.

"Esta redução poderá condicionar negativamente o nível de eficiência anteriormente alcançado na produção de leite e acentuar os constrangimentos associadas às bacias leiteiras nacionais que incluem, nomeadamente, o facto de se situarem em regiões de minifúndio e ultraperiféricas no contexto europeu", acrescenta o instituto.

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